Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira acusa Israel de cometer genocídio ao atacar deliberadamente crianças palestinas na Faixa de Gaza. O documento é elaborado pela Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado e Israel.
Segundo o relatório, forças israelenses teriam mobilizado atiradores de elite e drones quadricópteros para mirar órgãos vitais de menores, além de utilizarem armas de alto impacto em áreas com presença de crianças, como escolas, prédios residenciais e campos de deslocados. A comissão descreve a violência contra crianças como parte de uma estratégia para minar o futuro da população local.
Reação e contexto
O relatório sustenta que a violência contra crianças permanece mesmo após cessar-fogos e sustenta que Israel desrespeita a proteção devida às crianças. O governo israelense negou as acusações, chamando o parecer de farsa difamatória e propaganda ultrajante.
Criada pela ONU em 2021, a comissão investiga violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos na região. Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, o grupo emitiu alertas sobre possíveis crimes contra a humanidade. Em setembro de 2025, outro relatório indicou enquadramento das ações em quatro das cinco definições da Convenção do Genocídio de 1948, segundo o alto comissário Volker Turk.
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