A Rússia avalia importar combustíveis para amenizar o desabastecimento de gasolina e diesel causado pelos ataques ucranianos às refinarias, conforme reportado pelo jornal Vedomosti nesta terça (23). A informação cita duas fontes não identificadas.
Putin afirmou que os ataques visam desestabilizar a sociedade e pediu ao governo medidas adicionais para mitigar as consequências. O tema surgiu após relatos de restrições de venda, alta de preços e longas filas em alguns distritos do país.
Diversas regiões da Rússia enfrentaram problemas de abastecimento. O país, terceiro maior produtor de petróleo, já aplicou proibições à exportação de gasolina e combustível de aviação em resposta aos ataques.
Reunião e possíveis medidas
A possibilidade de importar combustíveis foi discutida em reunião liderada pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak, na segunda-feira. Duas fontes do setor disseram à Reuters que subsídios aos combustíveis importados também foram considerados.
O gabinete de Novak não respondeu a um pedido de comentário. Subvenções poderiam manter preços estáveis, tema delicado para a população e com potencial efeito inflacionário.
Mudanças na Crimeia
Em Sebastopol, Crimeia, as restrições locais foram ampliadas: transporte público, lojas, cafés e iluminação pública tiveram horários reduzidos, com proibição de eventos ao ar livre. A medida seguiu restrições já anunciadas para o setor de combustíveis.
Mikhail Razvozhayev, governador implantado pela Rússia, informou as medidas temporárias, incluindo o fechamento do transporte público às 22h e de grandes estabelecimentos às 20h. A opinião de moradores diverge, alguns aprovando pela segurança pública.
Contexto de produção e exportação
A produção russa de gasolina ficou cerca de 25% abaixo da média diária de junho de 2025, segundo fontes do setor. Exportações marítimas de derivados caíram ~15% na primeira metade de junho, ante a segunda quinzena de maio, após manutenções não programadas provocadas por ataques.
Semanas atrás, quatro fontes afirmaram que a Rússia se preparava para importar combustíveis por via marítima em junho, visando gerenciar a escassez de gasolina.
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