South Sudan confirmou a realização de sua primeira eleição geral, prevista para dezembro, após décadas de conflitos. O anúncio oficial, feito pelo governo, define o país como núcleo de uma democracia ainda em construção.
A votação, que não ocorre desde a independência em 2011, enfrenta atrasos anteriores relacionados a guerras civis e a acordos de paz fracassados. Planos passados previam eleições para 2015 e 2022, respectivamente.
O acordo de 2018, que criou governo de união com Kiir e o dissidente Riek Machar, não chegou a ser implementado plenamente. Machar foi destituído do cargo e detido em março do ano passado, sob acusações que ele nega.
Desafios de financiamento e de alterações legais permanecem. A comissão eleitoral destacou gastos ainda não assegurados e ajustes de cronograma necessários para manter o calendário proposto.
Na esfera oficial, a presidência afirma que Kiir segue o pacto de paz de 2018 e trabalha para eleições pacíficas e democráticas. Preparativos para um diálogo entre partidos seguem em andamento.
Grupos de oposição e organizações da sociedade civil apontam riscos de segurança e limitações à liberdade política. O SPLM-IO, grupo de Machar, considera a preparação das eleições como um assunto perigoso.
Autoridades eleitorais lembram que um imprevisto financeiro pode adiar procedimentos, mesmo diante do cronograma estabelecido. O comitê eleitoral promete seguir planejando com foco em um cronograma realista.
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