Donald Trump afirmou nesta terça-feira que o Irã aceitou o mais alto nível de inspeções nucleares por um longo período, para garantir a honestidade nuclear, segundo publicação no Truth Social. O líder americano disse ainda que sem esse acordo não haveria novas negociações.
O Irã, porém, negou planos de permitir que instalações nucleares danificadas por bombardimentos da guerra sejam inspecionadas pela ONU, conforme reportagem do New York Times. A posição iraniana foi confirmada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que afirmou não ter discutido detalhadamente a questão nuclear.
Na segunda-feira, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, havia indicado que Teerã pretendia abrir algumas instalações à inspeção da AIEA ainda nesta semana, considerado um passo para evitar o desenvolvimento de uma arma nuclear. O Irã não confirmou a informação.
Em paralelo, Trump mencionou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto, sem novo bloqueio naval, embora navios continuem posicionados para restabelecer medidas se necessário. A declaração envolve a navegação em uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.
Fontes oficiais indicaram que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, viajará aos Emirados Árabes Unidos, ao Kuwait e ao Bahrein para tratar do acordo preliminar. O tema inclui segurança marítima por Ormuz e a possibilidade de cooperação regional.
Sobre sanções e recursos, Trump afirmou que o Tesouro dos EUA poderá liberar fundos em conta de garantia para a compra de alimentos e suprimentos médicos dos EUA, incluindo milho, trigo e soja de produtores americanos, para uso pelo Irã em meio a uma crise humanitária. Ele ressaltou que as negociações estão indo bem.
As informações sobre o conteúdo de conversas com o Irã foram divulgadas por veículos como a Reuters e o New York Times, com análises sobre o histórico da cooperação nuclear entre os dois países. As posições oficiais dos governos dos EUA e do Irã permanecem contraditórias neste momento.
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