Desde fevereiro, após ataques de EUA e Israel a Teerã, negociações sobre o programa nuclear iraniano seguem em curso. O acordo envolve Washington e Teerã, com mediadores internacionais. O objetivo principal é reduzir riscos regionais e reabrir canais de comércio.
O texto em negociação não prevê limitações explícitas ao arsenal de mísseis nem interrompe o apoio iraniano a grupos na região. O Iran enriqueceu urânio a 60% e não há indicação de uso civil que justifique esse nível de pureza. As rodadas diplomáticas buscam ver o país diluir seu estoque no domicílio.
No acordo, Teerã se compromete a diluir parte do urânio perto de 400 kg dentro do país, sob fiscalização ainda sem detalhes completos. Em contrapartida, o regime pode retomar exportações de petróleo e recuperar parte de fundos congelados. O mecanismo financeiro ainda não está plenamente definido.
Hormuz e benefícios econômicos
A medida de liberar a cobrança de pedágio no estreito de Hormuz por 60 dias foi interrompida temporariamente. Passado esse prazo, poderá haver uma cobrança reintroduzida, conforme o entendimento em discussão. Além disso, a ideia de um fundo internacional de cerca de US$ 300 bilhões para reconstrução sustenta as negociações.
A parceria não altera restrições a mísseis nem o apoio iraniano ao Hamas, ao Hezbollah e aos houthis. Os aiatolás mantêm vínculos com esses grupos, segundo o texto em avaliação. Em Israel, a reação envolve desapontamento com o que é visto como recuo de Washington.
Repercussões e perspectivas
Analistas destacam que o acordo representa ganhos estratégicos para Teerã ao unificar frentes regionais. Em contrapartida, há dissenso entre aliados de Washington quanto à condução das negociações. O comunicado divulgado não detalha inspeções nem o grau de fiscalização internacional.
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