Nicolás Maduro, ex-presidente venezuelano, permanece detido em Nova York desde janeiro. Em mensagem divulgada pela equipe, ele envia solidariedade ao povo da Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país. A detenção ocorre em meio a acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.
Maduro afirma estar orando pelas famílias afetadas, pelos feridos e por toda a população. Disse que a Venezuela passa por provações, mas sairá fortalecida com união, solidariedade e ação. A mensagem foi publicada nas redes sociais do ex-líder e de sua esposa, Cilia Flores.
O caso de detenção surgiu após uma intervenção de operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. A próxima audiência do processo está marcada para 22 de julho; ambos se declararam inocentes.
Os terremotos
Na sequência dos tremores, dois abalos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24. Mais de 500 equipes de emergência foram mobilizadas para buscas em escombros. Estima-se que 10 mil pessoas estejam desaparecidas segundo uma fonte da oposição; números oficiais apontam 164 mortes e 970 feridos, com a possibilidade de aumento.
Equipes médicas relatam esforço intenso para atender feridos e localizar desaparecidos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos aponta que o total de vítimas pode ser mais elevado do que os números oficiais. La Guaira, estado próximo a Caracas, foi citado como um dos mais atingidos e o aeroporto regional foi fechado.
Delegações de organizações humanitárias destacam a necessidade de informações rápidas às famílias e de coordenação entre autoridades locais e nacionais. Voluntários trabalham ao lado de socorristas, com cenas de resgate em prédios desabados. Autoridades locais descrevem a tragédia como uma das mais severas da história recente.
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