O Pentágono anunciou que as academias militares de todos os serviços passaram a exigir novamente a vacinação contra a gripe para todos os recrutas. A medida ocorre após o anúncio anterior do secretário de Defesa, que tornou a vacinação opcional no final de abril. A confirmação foi dada a Associated Press por um funcionário do órgão, em meio a um surto de gripe no training camp da Força Aérea no Lackland, em San Antonio, no Texas.
O surto já apresenta milhares de casos e envolve principalmente os alojamentos próximos aos recrutas, em condições de convivência intensa e espaço limitado. O ambiente de alta rotatividade de jovens em treinamento, com sono curto e contato próximo, facilita a transmissão de doenças respiratórias. O base opera cerca de 700 novos recrutas por semana, segundo dados da Força Aérea.
Ainda segundo o funcionário anônimo, a decisão de manter a vacinação obrigatória foi tomada separadamente das ações para lidar com o surto. A mudança foi concluída no início de junho, com as exceções para as diferentes forças em processo de definição. Apenas uma parcela dos recrutas optou por receber a vacina após a mudança, estimada em 40%.
Desdobramentos e participantes
Tanto o Exército quanto a Marinha teriam solicitado autorização para tornar a vacinação obrigatória em grupos específicos, além de envolver a Agência de Defesa de Saúde e a Agência de Segurança Nacional. O anúncio envolve reintrodução de exigência anterior que, historicamente, visava reduzir incidentes durante treinamentos de alta densidade.
A crise em Lackland já resultou em centenas de casos confirmados de gripe ao longo de aproximadamente três semanas, conforme informações de congressistas e autoridades locais. Especialistas lembram que, em contextos com aglomerações, a vacinação é uma medida essencial de prevenção. No entanto, o tema permanece sob avaliação institucional quanto a exceções e aplicabilidade por serviço.
Entre na conversa da comunidade