O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que, se houver um acordo definitivo entre EUA e Irã para encerrar o conflito, o regime de inspeções sobre o programa nuclear iraniano precisa ser reforçado com um sistema de verificação altamente sofisticado.
Durante uma entrevista coletiva no Japão, Grossi disse que apenas declarações políticas não bastam e que a transparência deve ser assegurada rapidamente. O foco está no que acontecerá com o material de urânio enriquecido no país.
As negociações entre Washington e Teerã, já em curso, tratam do futuro do programa nuclear e do destino das reservas de urânio enriquecido. O briefing destacou que o estágio é inicial e envolve diferentes propostas técnicas para o material.
A AIEA já estimava, antes dos ataques de 2025, que o Irã possuía cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%. Após os ataques, o acesso aos locais atingidos, para inspeção, permanece pendente.
Entre as opções discutidas estão reduzir o grau de enriquecimento do urânio ou retirar o estoque do país. Grossi mencionou que existem caminhos técnicos variados para tratar o material.
O governo iraniano nega qualquer intenção de produzir armas nucleares e sustenta que o programa tem finalidade civil. As partes buscam um acordo que garanta não haver desenvolvimento de armas.
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