A Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina, tornou-se palco mundial das denúncias contra a ditadura que governava o país. O regime militar, em vigor entre 1976 e 1983, buscava usar o torneio para legitimar sua imagem diante da comunidade internacional.
As Mães e Avós da Praça de Maio, com seus lenços brancos, ampliaram a luta contra o desaparecimento de milhares de jovens. Jornalistas estrangeiros foram à Praça de Maio para ouvir relatos sobre prisões, torturas e a censura do governo.
Relatos de entrevistas com as mães motivaram coberturas internacionais. Vídeos de jornalistas holandeses mostraram as denúncias em frente à Casa Rosada, questionando a versão oficial de que o país vivia em paz durante a Copa.
Impacto internacional
A repercussão das entrevistas provocou um abalo na imagem do regime diante da imprensa mundial. A seleção da Holanda, que terminou vice-campeã, recusou-se a aceitar medalhas ou cumprimentar Videla, em sinal de protesto.
Caminho para o fim
A crise econômica agravou a pressão sobre os militares. Em 1982, Leopoldo Galtieri anexou as Ilhas Malvinas, mas foi derrotado, acelerando o colapso do regime. Em 1983, Raul Alfonsín assumiu a presidência, abrindo caminho à democracia.
Consequências e memória
A Justiça argentina condenou mais de 1,2 mil repressores em cerca de 300 ações civis, conforme a Secretaria de Direitos Humanos. As Mães e Avós identificaram até hoje 140 netos apropriados, mantendo viva a memória do período.
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