O chefe de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei, Manuel Adorni, renunciou no sábado (27.jun.2026) sob suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio, segundo informações apuradas pela imprensa. A saída ocorreu em Buenos Aires, em meio a investigações e críticas públicas.
Adorni ocupava o cargo desde novembro de 2025 e já vinha sendo alvo de críticas por gastos com viagens da família, considerados incompatíveis com sua renda. A renúncia foi anunciada após reportagens sobre viagens em classe executiva para Aruba no Natal e um voo de jato particular para o Uruguai no Carnaval.
Antes de assumir a chefia de gabinete, Adorni foi porta-voz do governo e recebeu apoio de Karina Milei, secretária-geral da Presidência, irmã do presidente. Em defesa, ele afirmou que o patrimônio foi adquirido antes do governo e que os gastos foram pagos com recursos próprios.
Investigações e respostas
Segundo a Reuters, as despesas da família passam por apuração de consistência com a renda do então chefe de gabinete. Adorni afirmou que não cometeu crime e buscará esclarecer tudo na Justiça durante audiência no Congresso em abril.
Em maio, Milei disse a La Nación que Adorni permaneceria no governo, sem condenar uma pessoa inocente. Em junho, Adorni afirmou ter retificado declarações de imposto de renda de 2023 e 2024, incluindo cerca de US$ 500 mil não declarados.
O governo enfrenta críticas por suspeitas de corrupção em meio à inflação e à queda de custo de vida. Uma pesquisa de maio mostrou queda da aprovação presidencial para 39%, ante 53% um ano antes, conforme divulgação da Reuters.
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