Putin afirmou que a Rússia enfrenta escassez de combustíveis em várias regiões e criou uma força-tarefa dedicada a assegurar o abastecimento em todo o território. O objetivo é reduzir impactos dos ataques de drones ucrânios nas instalações petrolíferas e manter o fornecimento estável.
Durante a reunião com autoridades de alto escalão, o presidente russo disse que o consumo de gasolina está sendo adaptado com reservas de 1,7 milhão de toneladas metricas, e que a produção de julho deve superar junho. Também mencionou a hipótese de proibir as exportações de diesel.
O chefe de Estado ressaltou a importância de garantir combustível ao setor agrícola, destacando a necessidade de cumprir cronogramas sazonais para as empresas agroindustriais, especialmente durante a colheita. A ideia de banir totalmente as exportações de diesel continua em avaliação.
Força-tarefa e abastecimento
A força-tarefa responsável pelo abastecimento opera em regime 24 horas e busca medidas sistêmicas para ampliar a oferta e manter preços estáveis. Putin afirmou que a medida é essencial diante dos desafios atuais, que incluem ataques a infraestruturas estratégicas.
O vice-primeiro-ministro Alexander Novak havia indicado, mais cedo, que não seria necessária uma proibição de exportação de diesel, segundo a agência Interfax. A posição de Novak divergiu da avaliação apresentada pelo presidente.
A produção de combustível e o armazenamento são vistos como instrumentos-chave para reduzir impactos operacionais em setores sensíveis, como o agrícola, e para sustentar o funcionamento de indústrias e transportes no território russo.
Contexto militar e diplomático
Em discurso televisivo, Putin reiterou o objetivo de ampliar o controle sobre quatro regiões da Ucrânia que a Rússia reivindica desde 2022, enfrentando propostas ucranianas de suspender ataques de longo alcance para buscar paz. Segundo ele, tais propostas visam aliviar a pressão sobre as forças de Kiev.
Afirmações sobre as ações militares ocorreram em meio a ataques ucranianos de médio e longo alcance contra alvos industriais na Rússia e em áreas ocupadas pela Rússia. O Kremlin não divulgou comentários imediatos de autoridades ucranianas sobre o tema.
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