Donald Trump publicou um vídeo gerado por inteligência artificial em que aparece como médico diagnosticando celebridades críticas a ele com uma síndrome fictícia. A montagem foi divulgada na Truth Social, rede social comandada pelo ex-presidente, mantendo o tom irônico da publicação.
No clipe, Trump veste jaleco, segura um estetoscópio e afirma diagnosticar artistas que já defenderam opositores ou criticaram sua gestão. A alegação central fala de uma tal síndrome intitulada Trumpitis, apresentada como levando à aversão ao ex-presidente e à obsessão pela derrota dele.
A montagem foi criada com IA que utiliza vozes e rostos de artistas de Hollywood sem autorização, segundo as informações. Especialistas em direitos autorais apontam riscos de uso indevido de imagem e possíveis processos judiciais.
Reações nas redes foram diversas: apoiadores elogiaram a ousadia, enquanto críticos encararam como zombaria de celebridades e tentativa de disseminação de desinformação. Não houve confirmação de distorção factual pela produção em si.
Especialistas em ética digital destacaram o perigo de conteúdos falsos ganharem circulação fácil na era da IA, ressaltando a necessidade de regulamentação para conteúdos que possam influenciar a opinião pública.
O vídeo foi removido de algumas plataformas por violação de políticas de conteúdo gerado por IA, mas continua circulando em grupos de mensagens e redes sociais, mantendo o debate sobre limites éticos e legais da tecnologia.
A situação reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas na moderação de conteúdos produzidos por IA e a necessidade de maior transparência na divulgação desses materiais.
Para o tema, a peça evidencia uma nova abordagem de comunicação de Trump, com foco em mobilizar apoiadores em um ambiente digital cada vez mais polarizado e sofisticado tecnicamente.
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