O Jurado Nacional Electoral (JNE) do Peru confirmou nesta sexta-feira (3/7) a vitória de Keiko Fujimori no segundo turno da eleição presidencial. A candidata direita teve 9.223.396 votos, o que representa 50,135% dos válidos, frente a 9.173.755 votos de Roberto Sánchez, equivalente a 49,865%. A diferença foi de pouco mais de 49 mil votos.
A Justiça Eleitoral peruana encerrou a apuração feita pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) na segunda-feira (29/6). No entanto, a ratificação ocorreu apenas hoje, com o JNE validando o resultado e declarando a vitória de Fujimori.
A eleição ocorreu em 7 de junho e a apuração se prolongou por duas semanas, em meio a tensões e alta polarização. Os votos do exterior favoreceram mais de 63% a Fujimori, contribuindo para a vantagem Manteida pelo seu pelotão.
Disputa acirrada
Após a proclamação, Roberto Sánchez disse não reconhecer o resultado e anunciou que recorrerá à Corte Interamericana de Direitos Humanos para contestar o desfecho. Keiko Fujimori, em pronunciamento, agradeceu o apoio recebido e prometeu trabalhar para reduzir a polarização no país.
Contexto político
Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, deverá suceder o presidente interino José María Balcázar Zelada, que assumiu há quatro meses após a destituição de José Jeri. O cenário envolve desafio de coesão no Congresso e preocupações com segurança e políticas sociais.
Panorama regional
Com o resultado no Peru, a América do Sul passa a ter 58,3% da população governada por forças de direita, centro-direita ou extrema-direita em sete dos 12 países da região. A composição atual inclui Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname ficam em outros blocos.
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