Nesta sexta-feira (3), em Pequim, Xi Jinping promoveu dois oficiais a general e nomeou um deles como novo chefe da comissão de inspeção disciplinar da Comissão Militar Central (CMC). A ação integra uma estratégia para reconstruir o alto comando militar, enfraquecido por mudanças recentes. Zhang Shuguang assume o cargo, sucedendo Zhang Shengmin, que ocupava a posto desde 2017.
Zhang Shuguang passa a chefiar a comissão anticorrupção dentro da CMC, enquanto Zhang Shengmin permanece como vice-presidente da CMC. Wang Gang, comandante da Força Aérea do EPL, foi promovido a general. A cerimônia ocorreu sob o olhar do presidente Xi, que busca consolidar o controle sobre as Forças Armadas.
Contexto institucional
A campanha anticorrupção liderada por Xi já resultou na investigação, destituição ou afastamento de dezenas de autoridades e generais seniores. Duas antigas autoridades da defesa chegaram a receber sentença de morte com suspensão em maio, segundo relatos de veículos oficiais. O efeito dessas medidas reduziu o órgão supremo de comando militar, de sete membros para apenas Xi e o vice-presidente Zhang Shengmin.
O programa de reciclagem política de dez semanas, iniciado no início deste ano, envolveu oficiais de alto escalão do EPL. Eles estudaram as obras de Xi, renovaram juramento ao Partido e refletiram sobre falhas, com orientação para revelar contaminações por influências indesejadas e falhas de governança.
Análises de especialistas indicam que o objetivo de Xi é tornar o EPL uma força de combate mais disciplinada e eficaz. Pode haver impacto negativo na prontidão a curto prazo, mas a expectativa é de fortalecimentos de capacidade e controle político ao longo do tempo.
A composição atual da CMC, nomeada em outubro de 2022, deverá ser revista após o próximo congresso quinquenal do Partido Comunista, provável no outono de 2027. O processo se alinha a um esforço mais amplo de reconfiguração estrutural das Forças Armadas.
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