O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a quatro entidades ligadas ao PCC, apontando ligações com agentes no exterior e participação em lavagem de mais de 60 milhões de dólares em criptomoedas. Três das pessoas e as empresas têm sede no Brasil, uma em Portugal.
A ação ocorre após os EUA passarem a classificar o PCC como organização terrorista, abrindo espaço para novas formas de atuação contra o crime organizado. As sanções impedem transações nos EUA e bloqueiam bens dos alvos.
Analistas ressaltam que a mudança é estrutural, não apenas nominal. Alega-se que o tom mais duro sinaliza maior alcance de possíveis ações extraterritoriais.
Possibilidade de operações de inteligência no Brasil
Especialistas discutem se o novo enquadramento abre caminho para ações de inteligência no território brasileiro, seguindo exemplos de outros países. A avaliação varia conforme interesse estratégico norte-americano.
Enquanto isso, o governo brasileiro reiterou que o combate ao crime organizado não pode justificar medidas unilaterais que prejudiquem a cooperação jurídica internacional. A distância entre Brasília e Washington aumenta em relação ao tema.
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