Falta de diesel dificulta resgates após terremotos na Venezuela. Escavadeiras e guindastes pararam de operar em La Guaira, uma das áreas mais atingidas, prejudicando o esforço de remoção de escombros após o sismo da semana passada. A crise de combustível atrasou ações de resgate e entrega de ajuda.
Ariana Requena, cuja mãe e irmão seguem soterrados no Roca Park, afirma que as máquinas ficaram sem combustível desde o dia anterior. O desabamento do edifício residencial aumentou a urgência de deslocar entulhos e localizar sobreviventes.
Com a interrupção, equipes de resgate ficaram limitadas a áreas próximas, já que o acesso a zonas devastadas enfrenta estradas danificadas e bloqueios. O serviço de celular também está comprometido, dificultando a coordenação entre equipes.
A PDVSA autorizou que a refinaria de Puerto La Cruz aumentasse a produção de diesel em três dias após o terremoto para abastecer máquinas, caminhões e equipamentos de apoio. A medida busca manter os trabalhos de resgate em ritmo mais estável.
Especialistas ressaltam que o diesel é essencial não apenas para resgate, mas para todo o sistema de resposta a desastres. Em meio ao cenário, críticas aparecem sobre a deterioração do abastecimento, refletindo anos de desafios no setor de energia venezuelano.
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