A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou que o governo tenha reagido com lentidão aos terremotos que atingiram o país em 24 de junho, com magnitude 7,2 e 7,5, e que causaram mais de 2 mil mortos. Ela afirmou ter agido de imediato e acionado os protocolos de emergência.
Civilidade na resposta tem se destacado. Civis, voluntários, equipes de resgate e médicos atuam em La Guaira, área mais afetada, com apoio de organizações internacionais. Casas e vias foram parcialmente destruídas, dificultando o acesso a suprimentos.
Em comunicação retomada desde janeiro, Rodríguez informou mobilização inicial de 4 mil agentes, aumentando para 14 mil e depois para 19 mil, com a atuação de tropas e defesa civil. Ela visitou hospitais e declarou que a operação continua.
Resposta liderada por civis
Relatos indicam que trabalhadores voluntários, bombeiros, estudantes de medicina e profissionais de diversas áreas atuam ao lado de militares para remover escombros. Soldados participam de patrulhas e orientação de tráfego em La Guaira.
Dados oficiais apontam 2.595 mortes até o momento, com autoridades mantendo as buscas em andamento. Uma lista online não oficial registra dezenas de milhares de nomes de desaparecidos, dificultando o gerenciamento de vítimas.
A ONU informou estar providenciando 10 mil sacos para cadáveres; o USGS estimou potencial de mais de dez mil mortes. O FMI e o Banco Mundial discutem apoio financeiro para reconstrução, com um fundo de US$ 200 milhões em parceria com o FMI.
Diplomacia e ajuda internacional
A presidente interina criticou relatórios da imprensa que, segundo ela, criam percepção de caos com motivações políticas. O governo venezuelano afirmou que obras de reconstrução serão feitas por empresas contratadas e auditadas, com apoio internacional.
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