María Corina Machado afirmou nesta sexta-feira que seu retorno à Venezuela contribuiria para a estabilização do país após os terremotos gêmeos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos e devastaram várias regiões. Em videoconferência, a líder da oposição classificou o regime como incapaz de responder à tragédia.
A exilada, que deixou a Venezuela clandestinamente no fim de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, criticou a atuação das autoridades na operação de busca e resgate. Segundo ela, a situação expõe a fragilidade do Estado e a ausência de capacidade para administrar danos.
Machado também mencionou o fechamento do espaço aéreo venezuelano, alegado por ela como obstáculo ao seu retorno, alvo de acusações do regime liderado por Delcy Rodríguez. A líder oposicionista pediu maior organização social após a tragédia.
Reações internacionais
O governo dos Estados Unidos afirmou que não é o momento de tratar de questões políticas sensíveis em meio à crise humanitária, sem mencionar explicitamente María Corina. Um porta-voz anonimo do Departamento de Estado confirmou a AFP que a prioridade é a resposta humanitária.
Segundo autoridades venezuelanas, a tragédia de 24 de junho evidenciou danos estruturais e desafios na gestão de emergências. O tema tem ganhado atenção de parte da população, que descreve a resposta oficial como lenta e insuficiente.
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