O que aconteceu hoje na Venezuela envolve terremotos que atingiram várias regiões, causando mortes, feridos e destruição de moradias. Réplicas frequentes aumentam a angústia da população enquanto o país enfrenta uma crise humanitária.
Adultos e crianças convivem com o medo constante após dois abalos principais. Centros de saúde operam no limite, abrigos lotados e uma linha de apoio psicológico foi lançada pelo governo. As autoridades dizem que o cuidado mental é prioridade.
Além disso, organizações internacionais alertam para o tamanho da resposta frente às necessidades. O uso de linhas de atendimento e apoio em abrigos busca mitigar impactos psicológicos duradouros, segundo relatos oficiais e especializados.
Psicologia de emergência
Yorelis Acosta, psicóloga com quase 40 anos de atuação, descreve desgaste intenso de equipes de saúde mental e de resgate. O trabalho não deve terminar em breve, afirmam especialistas, que discutem estratégias de longo prazo.
Segundo dados oficiais, mais de 2.295 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos continuam como referência das perdas. Réplicas superiores a 780 na última semana reforçam o risco emocional, especialmente entre quem vive em áreas com menores danos físicos.
Baruta, no estado Miranda, adota protocolo de psicologia de emergência para cerca de 500 mil pessoas. Mesmo com pouco abalo material, moradores têm medo de retornar às casas, priorizando a estabilidade emocional para crianças e adolescentes.
Crianças são as mais vulneráveis
O Unicef estima quase 4 milhões de crianças morando nas áreas afetadas, com cerca de 680 mil precisando de assistência. A proteção das crianças permanece como prioridade na resposta humanitária, segundo a agência.
No abrigo de Baruta, relatos indicam quase 130 crianças com famílias. Pais e responsáveis recebem orientações para demonstrar segurança às crianças, incluindo diálogo sobre o que aconteceu e atividades para manter a rotina.
No campo emocional, a ideia é manter espaços para processar o trauma, responder perguntas e apoiar a expressão de sentimentos. A UNICEF indica ações simples para reduzir a ansiedade infantil.
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