O funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, ocorreu enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, participava de eventos nos EUA para os 250 anos de independência. Nas falas, Trump novamente criticou o Irã, afirmando que os EUA venceram o conflito em que estão envolvidos. O tom das declarações gerou tensão entre os dois países.
No Irã, apoiadores de Khamenei pediram vingança pela morte do líder e pela agressão ocorrida durante a guerra com os EUA. Um integrante do público afirmou que o líder iraniano não deve ser desonrado e que respostas diplomáticas devem ocorrer com firmeza. Outros participantes defenderam que a política externa não deve permitir provocações sem resposta.
O corpo de Khamenei será transportado para cidades do Irã e do Iraque. Autoridades preveem levar o caixão em peregrinação pelas ruas de Teerã na segunda-feira, 6, com ruas e espaço aéreo fechados para o luto. O funeral seguirá até a quinta-feira, 9, quando ele será enterrado no santuário do imã Reza, em Mashhad, cidade natal do líder.
Durante a cerimônia, as negociações entre Irã e EUA para encerrar o conflito continuam suspensas até o término do luto. Analistas apontam que a movimentação pode influenciar demonstrações de poder interno e o posicionamento de Teerã em eventuais acertos, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz.
Funeral e desdobramentos diplomáticos
Gholamreza Sabooni, 29, relatou ter ido ao funeral em busca de vingança, destacando a pressão popular pela resposta ao que ocorreu. Em entrevista, outro participante afirmou que a resposta ao líder morto deve vir de forma contida e dentro do marco diplomático, para evitar escaladas.
Contexto internacional
Segundo fontes que acompanham as negociações, a suspensão até o fim do luto visa reduzir ruídos externos durante um momento sensível. A comunidade internacional observa de perto as leituras políticas que emergem do Irã e as possíveis consequências para a estabilidade regional.
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