O grupo cristão Legendários inaugurou nesta quarta-feira (29) um poço que vai levar água potável para mais de 2 mil moradores da comunidade de Viu, na região de Bata-Bata, em Angola.
Esta é a 33ª estrutura construída pelo movimento na África, continente onde mais de 400 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável básica e mais de 700 milhões vivem sem saneamento seguro, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
O grupo cristão Legendários inaugurou nesta quarta-feira (29) um poço que vai levar água potável para mais de 2 mil moradores da comunidade de Viu, na região de Bata-Bata, em Angola.
Esta é a 33ª estrutura instalada pelo movimento na África, continente onde mais de 400 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável básica e mais de 700 milhões vivem sem saneamento seguro, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
A iniciativa faz parte da meta de construir 100 poços em diferentes países africanos, 37 já foram financiados. O custo de cada projeto completo é de cerca de US$ 17 mil (cerca de R$ 87 mil), mas as doações podem ser feitas a partir de US$ 250 (R$ 1,200). O poço inaugurado hoje foi fruto da doação da holding 2Future, da qual o Portal Tela faz parte.
Além de Angola, comunidades no Deserto do Saara e na Guiné-Bissau também estão entre as beneficiadas pela ação. De acordo com os Legendários, cada poço tem potencial para transformar a vida de até 8 mil pessoas, ao garantir acesso contínuo à água potável.

A inauguração ocorre poucos dias após a divulgação do Relatório de Desenvolvimento Sustentável da África 2026, publicado pela ONU na segunda-feira (27), que aponta avanços graduais, mas ainda insuficientes, no acesso à água e ao saneamento no continente.
Segundo o documento, cerca de 81% da população africana tinha acesso a serviços básicos de água potável em 2023. No entanto, o acesso à água gerenciada de forma segura avançou apenas três pontos percentuais em oito anos, passando de aproximadamente 33% em 2015 para 36% em 2023. O índice permanece muito abaixo da média global, que supera 70%.
O relatório também destaca grandes desigualdades entre as regiões africanas. Enquanto mais de 70% da população do Norte da África conta com serviços de água gerenciados de forma segura, a cobertura permanece abaixo de 20% em partes da África Oriental e Central.
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