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Sobe para 34 o número de mortos em terremoto no Japão

Outras cinco pessoas seguem em estado grave; resgate de 25 gatos dos escombros de shopping repercutiu nas redes sociais

Segundo andar de shopping center desabou após o tremor | Reprodução/Reuters
Segundo andar de shopping center desabou após o tremor | Reprodução/Reuters

Subiu para 34 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,1 que ocorreu no sudoeste do Japão, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria de Gestão de Desastres de Kumamoto. O abalo aconteceu na terça-feira (28) e atingiu a região de Kumamoto. Do total de mortes, sete vítimas foram retiradas dos escombros do […]

Subiu para 34 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,1 que ocorreu no sudoeste do Japão, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria de Gestão de Desastres de Kumamoto. O abalo aconteceu na terça-feira (28) e atingiu a região de Kumamoto.

Do total de mortes, sete vítimas foram retiradas dos escombros do shopping Aeon, cuja destruição é atribuída a um vazamento de gás. Além disso, oito óbitos foram confirmados na fábrica da Nippon Paper Industries, na cidade de Yatsushiro, onde parte de uma chaminé desabou. Outras cinco pessoas seguem em estado grave.

O shopping havia sido evacuado logo após o terremoto, mas cerca de 50 minutos depois uma explosão destruiu o local, com funcionários ainda dentro do prédio.  Em meio ao trabalho de busca, os 25 gatos de um “cat café” localizado no shopping foram resgatados, o que repercutiu nas redes sociais.

Cerca de 9.500 moradores da região permanecem em abrigos. Nesta quinta-feira, 13.520 casas ainda estavam sem energia elétrica, em meio a uma onda de calor com previsão de atingir 38°C neste fim de semana.

Kumamoto já havia sido atingida por dois terremotos em 2016, que deixaram 273 mortos e mais de 2.800 feridos. O Japão está localizado sobre quatro placas tectônicas, na chamada “Cinturão de Fogo” do Pacífico, e concentra cerca de 18% dos terremotos registrados no mundo.

Relatos de moradores e testemunhas

Uma mulher que não quis se identificar disse ter dormido em um abrigo e relatou dificuldades para permanecer em casa. “Ainda bem que existem esses abrigos”, afirmou. Segundo ela, o calor é intenso em casa ou no carro, e há muitos mosquitos.

Hiroyuki Matsushima, 53 anos, funcionário de supermercado e pai de quatro filhos, descreveu a rotina sem eletricidade em meio ao calor. “Neste calor, se você não tem eletricidade e ar-condicionado, é muito difícil”, declarou.

O aposentado Kenji Ota, 72 anos, tem dormido dentro do carro devido à falta de água e energia em sua casa. “Este terremoto foi muito forte. Foi horrível… Consigo dormir só cerca de duas horas por noite“, relatou.

Kinuko Uemura, 85 anos, moradora da cidade de Hikawa, uma das mais afetadas pelo terremoto, contou que sua casa tradicional desabou e que ela e o marido sobreviveram por sorte. “O maior problema é que não há banheiro… Tive que ir a uma escola próxima”, disse.

Soshiro Okawa, 59 anos, dono de uma loja de souvenirs, estava no fundo do estabelecimento quando o terremoto começou. “Foi a primeira vez que vivenciei um terremoto que literalmente fez o chão se erguer“, afirmou. A loja vai suspender as operações, mas Okawa disse que pretende manter o emprego da equipe e garantir o sustento dos produtores que fornecem à loja.

O empresário Fumihiko Matsuura, 56 anos, esteve no shopping Aeon poucos dias antes da explosão, quando foi assistir a um filme. “Eu estava aqui. Eu estava bem aqui… É como se eu tivesse escapado por pouco do perigo”, declarou.

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