O chanceler argentino, Pablo Quirno, descartou uma ruptura diplomática com o Brasil após os atritos provocados pelas declarações do presidente Javier Milei durante o evento de candidatura de <a href=”https://www.portaltela.com/noticias/2026/07/25/com-milei-tarcisio-e-bolsonaro-em-ia-pl-confirma-flavio-para-presidencia/”>Flávio Bolsonaro</a>.
O chanceler argentino, Pablo Quirno, descartou uma ruptura diplomática com o Brasil após os atritos provocados pelas declarações do presidente Javier Milei durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, no fim de semana.
“Não há qualquer possibilidade de que, da nossa parte, a relação seja rompida”, disse Quirno em entrevista à Rádio Mitre na quarta-feira (29).
O chanceler afirmou que o governo argentino espera o retorno do embaixador brasileiro a Buenos Aires “o quanto antes”.
Segundo o chanceler, o episódio faz parte de uma sequência de atritos provocados pelas diferenças políticas entre Milei e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Vemos o mundo de uma maneira totalmente diferente”, disse.
Lula e Milei mantêm uma relação fria desde que o argentino chegou à Presidência, em dezembro de 2023. Apesar de já terem participado dos mesmos encontros internacionais, os dois nunca realizaram uma reunião bilateral.
O que aconteceu?
O azedamento das relações começou depois que Milei participou da convenção partidária que oficializou a candidatura presidencial de Flávio pelo PL. Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”.
Após o incidente, o governo brasileiro convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, uma medida diplomática adotada como protesto quando ocorre atritos entre nações.
Para intensificar ainda mais a crise que se instalava, no dia seguinte, o presidente argentino acusou o governo brasileiro de financiar uma suposta “campanha contra a Argentina”. Além do Brasil, Milei também citou o México, porém não apresentou provas para nenhum dos casos.
Quirno tentou separar a disputa política da relação institucional entre os dois países.
“Deixamos a disputa eleitoral e a diferença ideológica nesse âmbito. Não as transferimos para o plano institucional”, afirmou.
Brasil e Argentina são parceiros no Mercosul. Além disso, o mercado brasileiro é o principal destino das exportações argentinas. Na terça-feira (28), o porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, afirmou que o governo não pretende deixar a crise afetar as relações comerciais bilaterais.
(Com informações da AFP.)
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