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Porta-voz de Trump, Karoline Leavitt deixará cargo na Casa Branca

Saída ocorre semanas após retorno da licença maternidade e em meio à queda de popularidade de Trump

Mulher loira com vestido de renda azul clara sentada ao lado de homem de terno preto e gravata borboleta, ambos em mesa com taças de vinho, boné vermelho e arranjo de flores brancas, diante de fundo azul e bandeira dos Estados Unidos.
Leavitt e Trump durante jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em julho de 2026 (Crédito: Mandel Ngan/AFP)

O presidente americano Donald Trump anunciou que sua porta-voz, Karoline Leavitt, vai deixar o cargo de secretária de imprensa da Casa Branca. De acordo com a declaração, feita nesta quarta-feira (12), ela permanecerá como assessora sênior do governo. Aos 28 anos, Leavitt é a mais jovem pessoa a ocupar a função de principal porta-voz de […]

O presidente americano Donald Trump anunciou que sua porta-voz, Karoline Leavitt, vai deixar o cargo de secretária de imprensa da Casa Branca. De acordo com a declaração, feita nesta quarta-feira (12), ela permanecerá como assessora sênior do governo.

Aos 28 anos, Leavitt é a mais jovem pessoa a ocupar a função de principal porta-voz de um presidente americano. Ela se tornou conhecida por respostas ácidas a jornalistas e por defender Trump com veemência em coletivas de imprensa frequentemente tensas.

“Nossa maravilhosa secretária de imprensa da Casa Branca, e uma das minhas assessoras mais confiáveis, Karoline Leavitt, deixará sua função no fim do mês para passar mais tempo com seus lindos filhos pequenos e sua família”, escreveu Trump na Truth Social.

Segundo o presidente, Leavitt passará a atuar como uma de suas principais assessoras externas e terá papel de destaque dentro do Partido Republicano.

“Sou grata ao presidente por ter confiado a mim o privilégio de falar em seu nome no púlpito da Casa Branca“, disse Leavitt em rede social, ao confirmar a saída. “Tive a satisfação de cobrar a imprensa liberal e garantir que o povo americano conhecesse a verdade sobre os êxitos do presidente Trump”.

Leavitt afirmou que, ao retornar à Casa Branca depois do nascimento da filha, sentiu que não conseguiria ser a mãe que seus dois filhos pequenos merecem enquanto mantivesse a dedicação exigida pelo cargo de secretária de imprensa.

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Contexto da saída

Em maio, Leavitt anunciou o nascimento de sua segunda filha, Viviana, poucos dias depois de adiar sua licença maternidade em razão de uma suposta tentativa de assassinato contra Trump, em abril deste ano, quando um atirador tentou invadir o jantar da associação de correspondentes da Casa Branca.

A saída ocorre poucas semanas após o retorno de Leavitt ao cargo e em meio à queda constante nos índices de aprovação de Trump, com o Partido Republicano sob risco de derrota nas eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Trajetória de Leavitt

Leavitt já era apoiadora declarada de Trump na época da faculdade, quando chegou a enviar uma carta ao jornal universitário, em 2017, para protestar contra um professor que o criticava em sala de aula. Leavitt integrou a equipe de imprensa do primeiro governo Trump até o fim do mandato, em 2021. 

Após a derrota eleitoral de Trump em 2020, ela concorreu sem sucesso a uma vaga no Congresso por New Hampshire, em 2022, defendendo pautas de apoio ao republicano e ao direito de posse de armas. Dois anos depois, atuou como porta-voz na campanha de reeleição de Trump, quando teve desempenho elogiado pelo próprio candidato.

Já naquele período, ela sinalizava intenção de seguir carreira política, ao afirmar que “nosso país enfrenta uma ameaça existencial vinda de um Partido Democrata cada vez mais extremista, que busca destruir tudo o que a América tem de grandioso”.

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Mudanças na relação com a imprensa

Sob sua gestão, as coletivas diárias, que haviam se tornado raras no primeiro mandato de Trump, voltaram a ocorrer com regularidade. Ao mesmo tempo, Leavitt promoveu mudanças profundas na relação da Casa Branca com a imprensa.

Em fevereiro de 2025, ela surpreendeu os correspondentes ao anunciar que a própria Casa Branca, e não mais uma associação independente de jornalistas, passaria a decidir quais repórteres teriam acesso próximo a Trump no Salão Oval e no Air Force One.

Leavitt também ampliou a presença de veículos de comunicação alinhados à direita e favoráveis a Trump nas credenciais de imprensa, o que reduziu o espaço de veículos tradicionais, historicamente mais propensos a fazer perguntas incisivas nas coletivas.

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