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Após mais 17 mortes em Kiev, Zelensky cobra mísseis Patriot dos EUA

Presidente ucraniano disse que país está pronto para comprar interceptores e cobrou decisão política dos aliados no governo Trump

Homem aparece em foto de videoconferência usando camisa preta, com quadros de insígnias militares e imagens de aeronaves ao fundo.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, fez apelo aos aliados (Reprodução/Reuters)

Ataques russos mataram 17 pessoas e deixaram mais de 40 feridas em Kiev e na região vizinha nesta quinta-feira (20). Após a ofensiva, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, voltou a cobrar aliados pelo envio de interceptores para sistemas Patriot.

Ataques russos mataram 17 pessoas e deixaram mais de 40 feridas em Kiev e na região vizinha nesta quinta-feira (20). Após a ofensiva, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, voltou a cobrar aliados pelo envio de interceptores para sistemas Patriot.

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou dezenas de mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersônicos, além de 168 drones, durante o ataque da madrugada.

Segundo as autoridades ucranianas, quase 90% dos drones e a maior parte dos mísseis de cruzeiro foram abatidos. A Força Aérea não informou se interceptou algum míssil balístico, sob o argumento de que a divulgação desse tipo de dado poderia favorecer Moscou.

Zelensky afirmou que equipes de resgate trabalharam durante boa parte do dia em Kiev e na região ao redor da capital, incluindo Boryspil e Brovary. Segundo ele, o ataque combinou mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.

“Infelizmente, os mísseis balísticos são os mais difíceis de interceptar agora. Embora o percentual de interceptação de mísseis de cruzeiro esteja perto de 90%, a situação com mísseis balísticos é muito pior”, afirmou.

O presidente ucraniano voltou a defender o envio de interceptores Patriot, sistema considerado essencial para derrubar mísseis balísticos russos.

“Precisamos de interceptores para os Patriots. Isso é algo que apenas nossos parceiros podem fornecer. Em todos os níveis, transmitimos a eles nossas necessidades e nossa compreensão de que eles têm os recursos para atendê-las”, disse Zelensky.

Zelensky diz que Ucrânia quer comprar armas

Zelensky também afirmou que a Ucrânia não está pedindo doações, mas autorização política para comprar armamentos de seus aliados.

“Não estamos falando de presentes. Estamos falando da nossa disposição de comprar armas. Precisamos de decisões, decisões políticas adequadas de nossos parceiros e, antes de tudo, dos Estados Unidos”, afirmou.

Zelensky classificou o ataque como um dos mais “cínicos, calculados e de grande escala” dos quatro anos e meio de guerra. Em seu pronunciamento, ele afirmou que a ofensiva matou 16 pessoas, deixou quase 50 feridos e danificou mais de 200 locais.

“Um hospital infantil, serviços públicos locais e prédios comerciais” estiveram entre os locais danificados, afirmou.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que Moscou realizou ataques aéreos e com drones contra Kiev e a região ao redor. Segundo a pasta, os alvos incluíam instalações de produção de componentes para drones, um depósito militar e um centro logístico.

+Ucrânia troca ministro da Defesa em meio à crise no governo Zelensky

Ucrânia promete resposta

Os ataques russos também atingiram a região de Odessa, no Mar Negro. Nas últimas semanas, ofensivas contra a infraestrutura portuária e contra navios praticamente paralisaram exportações agrícolas da Ucrânia, pressionando os preços globais dos alimentos.

“A Rússia continua esta guerra contra as pessoas, contra a vida, e ela só pode ser interrompida pela força, apenas por um esforço comum. Ninguém deve ficar sozinho contra um inimigo como esse”, disse Zelensky.

+Ucrânia acusa Coreia do Norte de enviar mais 50 mil soldados à Rússia

O presidente também prometeu uma resposta ucraniana aos ataques russos.

“Responderemos a este ataque russo, assim como a outros ataques russos. Nossa resposta será justa e de longo alcance. As capacidades ucranianas de longo alcance receberão em breve novo reforço”, afirmou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que trabalha com Estados-membros e parceiros para fornecer à Ucrânia recursos antibalísticos como “a mais urgente das prioridades”.

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