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Aprovação de Trump fica em 33% e apoio à guerra com Irã recua para 31%

Levantamento Reuters/Ipsos mostra que 83% dos americanos acreditam que o conflito com o Irã ainda vai se prolongar

U.S. President Donald Trump REUTERS/Daniel Heuer
Presidente dos EUA, Donald Trump. | REUTERS/Daniel Heuer

A aprovação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permaneceu em 33% pela segunda pesquisa consecutiva, segundo um levantamento Reuters/Ipsos encerrado nesta segunda-feira, 24. O percentual é o menor já registrado em levantamentos Reuters/Ipsos ao longo do primeiro e segundo mandato dele. O apoio da população americana à ação militar contra o Irã […]

A aprovação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permaneceu em 33% pela segunda pesquisa consecutiva, segundo um levantamento Reuters/Ipsos encerrado nesta segunda-feira, 24. O percentual é o menor já registrado em levantamentos Reuters/Ipsos ao longo do primeiro e segundo mandato dele.

O apoio da população americana à ação militar contra o Irã também recuou, chegando a 31%.

O respaldo à guerra vinha em queda nos últimos meses. Em março, 37% dos entrevistados diziam apoiar a ofensiva militar contra Teerã. No início de agosto, esse percentual já havia recuado para 34%.

A retração foi puxada principalmente pelos republicanos. Entre os eleitores que se identificam com o partido de Trump, o apoio à guerra caiu de 77% em março para 69% na pesquisa mais recente.

Guerra sem fim à vista

Grande parte da população não vê um desfecho próximo para o conflito. Segundo a pesquisa, 83% dos americanos acreditam que a guerra vai se prolongar por um longo período, ante 80% no levantamento anterior.

O conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Trump afirma que a ofensiva é necessária para impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear.

Apesar de uma desaceleração dos combates nos últimos meses, o Irã mantém um bloqueio às exportações de petróleo da região. A medida tem pressionado os preços da gasolina nos Estados Unidos, que se aproximam de recordes.

Pressão econômica sobre Teerã

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou nesta segunda-feira a possibilidade de ampliar as sanções contra países que mantêm relações comerciais com o Irã, mas não chegou a impor novas penalidades.

EUA ameaçam sancionar países que seguirem negociando com o Irã

O desgaste com a guerra tem afetado a popularidade de Trump em um momento sensível para o partido dele. Durante a campanha de 2024, o republicano prometeu controlar a inflação e evitar conflitos militares prolongados.

Seis meses após o início da guerra, o preço da gasolina nos Estados Unidos está mais de um dólar por galão acima do valor registrado antes do conflito. A alta preocupa aliados republicanos de Trump, que disputam maiorias apertadas no Congresso nas eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro.

Vantagem democrata entre independentes

A pesquisa também mediu as intenções de voto para o Legislativo. Entre eleitores independentes, os democratas aparecem à frente dos republicanos, com 33% contra 19%, caso a eleição fosse realizada hoje.

O levantamento ouviu 1.215 adultos em todo o território americano e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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