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EUA retiram Síria de lista de patrocinadores do terrorismo

Governo americano também revoga classificação de grupo que derrubou governo de Bashar al-Assad como organização terrorista global

Donald Trump e Ahmed al-Sharaa apertam as mãos sentados frente a frente, com bandeiras dos Estados Unidos e da Síria ao fundo e um painel com o logotipo da cúpula da Otan em Ancara
Trump encontrou o líder sírio Ahmed al-Sharaa durante cúpula da Otan em Ancara (Crédito: Saul Loeb/AFP)

Os Estados Unidos retiraram a Síria de uma lista de países patrocinadores do terrorismo nesta segunda-feira (24), encerrando uma designação que já durava décadas e impunha restrições econômicas severas ao país. A medida representa mais um passo na aproximação entre Washington e Damasco. O Departamento de Estado americano também revogou a classificação da Frente al-Nusrah, […]

Os Estados Unidos retiraram a Síria de uma lista de países patrocinadores do terrorismo nesta segunda-feira (24), encerrando uma designação que já durava décadas e impunha restrições econômicas severas ao país. A medida representa mais um passo na aproximação entre Washington e Damasco.

O Departamento de Estado americano também revogou a classificação da Frente al-Nusrah, também conhecida como Hayat Tahrir al-Sham (HTS), como organização terrorista global. Foram rebeldes ligados à HTS que derrubaram o então governante Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por sua vez, formalizou o alívio das sanções contra o país árabe.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou em comunicado que a decisão vai favorecer novos investimentos na Síria e contribuir para a estabilidade política e econômica do país.

O Tesouro americano disse que as mudanças seguem o compromisso assumido pelo presidente Donald Trump de oferecer alívio de sanções à Síria. O órgão ressaltou, no entanto, que o fim das restrições não altera sua postura de combate ao terrorismo nem o compromisso de responsabilizar agentes que ainda representem ameaça no país.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que as decisões abrem aos sírios um caminho para a prosperidade. Segundo ele, a medida elimina as últimas grandes barreiras ao investimento privado no país e favorece a recuperação econômica e a reintegração da Síria ao sistema financeiro global.

O presidente do banco central sírio também comemorou a saída do país da lista americana. Safwat Raslan escreveu na rede social X que o fim da designação representa um marco histórico, que devolve à Síria seu lugar natural no sistema econômico mundial, e afirmou que a instituição trabalha para construir um sistema financeiro moderno e confiável.

Contexto da aproximação entre Washington e Damasco

A HTS era antes conhecida como Frente al-Nusra e funcionava como o braço sírio da Al-Qaeda. O grupo rompeu formalmente os laços com a organização jihadista em 2016.

Em julho, o governo americano já havia anunciado a intenção de retirar a Síria da lista de patrocinadores do terrorismo, gesto interpretado como um voto de confiança em Ahmed al-Sharaa, líder da HTS que assumiu o poder após a queda de Assad, pondo fim a treze anos de guerra civil no país.

Trump se reuniu com o líder sírio à margem de uma cúpula da Otan na Turquia. Sharaa, ex-integrante de grupos jihadistas, tenta se apresentar como uma liderança capaz de unificar o país após o fim do domínio da família Assad, que governou a Síria por cerca de cinquenta anos.

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