A Rússia elevou o tom contra o Reino Unido após o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, chegar a Kiev. A visita a capital ucraniana marca nesta segunda-feira (24) marca a primeira viagem do dirigente ao exterior desde que assumiu o cargo em julho.
A Rússia elevou o tom contra o Reino Unido após o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, chegar a Kiev. A visita à capital ucraniana, nesta segunda-feira (24), marca a primeira viagem do dirigente ao exterior desde que assumiu o cargo, em julho.
Durante a visita, Burnham reafirmou apoio à Ucrânia, participou de homenagens em um cemitério militar e anunciou a entrega de projetos técnicos que permitirão a Kiev montar mísseis de longo alcance.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acusou o Reino Unido de estar “determinado a jogar óleo no fogo” e de tentar impedir qualquer processo de paz.
Ao comentar a declaração, Burnham rebateu: “Quem iniciou o incêndio? Essa é a questão, não é?”.
A nova troca de acusações ocorre em meio a uma sequência de ameaças russas contra Londres. Na semana passada, Moscou alertou que o uso de drones fabricados no Reino Unido em ataques contra a Rússia poderia gerar “consequências”.
No mês passado, a Rússia retirou seu embaixador de Londres e deixou a embaixada sob o comando de um diplomata de carreira. Moscou afirmou que as relações com o Reino Unido haviam chegado a um nível “incomumente baixo”.
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Aliados prometem apoio a Kiev
Ainda nesta segunda-feira (24), durante o 35º aniversário da independência da Ucrânia, líderes europeus prometeram apoiar Volodymyr Zelensky na guerra. Além de Burnham, participaram da reunião da Coalizão de Voluntários o presidente francês, Emmanuel Macron, por videochamada.
A Ucrânia “não é um fardo para nossa segurança, e sim a linha de frente que protege a Europa”, disse o premiê britânico, ao comparar o confronto atual à luta contra a Alemanha nazista.
Mais tarde, Burnham anunciou a autorização para que a empresa de defesa MBDA compartilhe informações confidenciais que permitam à Ucrânia produzir localmente o míssil de cruzeiro de longo alcance franco-britânico SCALP.
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Macron alertou que a Rússia deve tentar ampliar provocações contra países europeus para dissuadi-los de apoiar a Ucrânia.
“Está claro que os países da Otan serão alvos e que as provocações aumentarão”, afirmou o presidente francês, ao defender que os aliados mantenham a calma e sigam apoiando Kiev.
Criada por iniciativa franco-britânica para reunir países dispostos a enviar forças de paz à Ucrânia em caso de cessar-fogo, a Coalizão de Voluntários se tornou um fórum de apoio a Kiev em meio à incerteza sobre a posição dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump.
Com informações da AFP e The New York Times
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