O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) que vai dobrar as tarifas sobre veículos canadenses a partir de 2027. A decisão ocorre em um momento no qual os dois países vizinhos avançam para uma guerra comercial cada vez mais intensa. “Em 1º de janeiro de 2027, as tarifas sobre todos os […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) que vai dobrar as tarifas sobre veículos canadenses a partir de 2027. A decisão ocorre em um momento no qual os dois países vizinhos avançam para uma guerra comercial cada vez mais intensa.
“Em 1º de janeiro de 2027, as tarifas sobre todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, autopeças e aço serão elevadas para 50%“, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
Atualmente, a tarifa dos Estados Unidos sobre veículos canadenses com conteúdo não americano é de 25%, enquanto o aço importado pelo país enfrenta, de forma geral, uma taxa de 50%.
A nova ameaça de Trump ocorre depois que os países falharam em chegar a um acordo para evitar novas tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos selecionados do Canadá na sexta-feira (21). As taxas entraram em vigor no sábado (22).
Governo Trump prevê que guerra comercial terá impacto ‘devastador’ para o Canadá
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou em seguida tarifas de retaliação contra os Estados Unidos, depois de deixar as negociações do que classificou como um “acordo ruim”.
As novas tarifas canadenses vão atingir os setores americanos de aço e laticínios, além de equipamentos agrícolas, celulose e papel, e eletrônicos. A resposta do Canadá deve entrar em vigor em 8 de setembro.
Os Estados Unidos são, de longe, o maior parceiro comercial do Canadá, responsável por 70% de tudo o que o país exporta. As tarifas impostas por Trump já afetam fortemente setores estratégicos da economia canadense, como o siderúrgico e o automotivo.
Segundo dados do Departamento do Censo dos Estados Unidos, o Canadá é o segundo maior parceiro comercial de bens do país neste ano, atrás apenas do México.
As montadoras americanas não responderam de imediato a pedidos de comentário sobre o anúncio.
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