A Meta, dona do Facebook e do Instagram, concordou em pagar US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) a estados dos Estados Unidos para encerrar um processo que acusa a empresa de ter contribuído para a dependência de crianças e adolescentes nas redes sociais.
O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (26) e ainda precisa ser aprovado por um juiz federal de Oakland, na Califórnia. Além do pagamento, a empresa se comprometeu a implementar mudanças em suas plataformas, incluindo limitações ao acesso de jovens aos serviços.
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, concordou em pagar US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) a estados dos Estados Unidos para encerrar um processo que acusa a empresa de ter contribuído para a dependência de crianças e adolescentes nas redes sociais.
O acordo foi divulgado nesta quarta-feira (26) e ainda precisa ser aprovado por um juiz federal de Oakland, na Califórnia. Além do pagamento, a empresa se comprometeu a implementar mudanças em suas plataformas, incluindo limitações ao acesso de jovens aos serviços.
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Impedir que adolescentes usem seus aplicativos durante a noite e em estabelecer, por padrão, um limite de duas horas para o uso diário acumulado dos aplicativos da empresa, são algumas das mudanças que ficaram estabelecidas no acordo. Veja outras:
- Limite de tempo: limite padrão de duas horas por dia, somando o uso do Facebook e Instagram. A desativação dependerá da autorização dos pais.
- Modo Noturno: bloqueio dos aplicativos entre meia-noite e 6h, impedindo o acesso a Feeds, Stories, Explorar e Reels.
- Modo Escolar: notificações silenciadas entre 8h e 15h, com exceção de mensagens diretas e alertas de segurança.
- Avisos regulares: alertas a cada 15 minutos de uso contínuo e ao atingir 60 e 90 minutos diários.
- Controle algorítmico do Feed: opção de usar um feed não personalizado por algoritmos. Pais poderão exigir essa configuração.
- Reprodução automática: adolescentes poderão desativar o recurso. Pais também poderão tornar a desativação obrigatória.
- Curtidas ocultas: número de curtidas e reações ficará oculto por padrão para adolescentes.
- Filtros de beleza: bloqueio de filtros de cirurgia plástica e de maquiagem extrema para menores.
- Garantia de idade: reforço da tecnologia para identificar menores de 13 anos e garantir que usuários de 13 a 17 anos estejam em experiências apropriadas.
- Conteúdo por faixa etária: adolescentes serão direcionados, por padrão, a conteúdos classificados para maiores de 13 anos e terão restrições para interagir com contas inadequadas.
- Contato com estranhos: manutenção de contas privadas e reforço das medidas para impedir que adultos suspeitos encontrem ou interajam com adolescentes.
- Denúncia e proteção: canais para denunciar conteúdos prejudiciais serão mantidos e aprimorados, com monitoramento da exposição dos jovens a esse tipo de material.
- Controles parentais: pais receberão novos alertas sobre contas secundárias, interações suspeitas, uso dos aplicativos e alterações nas configurações de proteção.
Segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, as medidas devem reduzir os riscos associados ao uso das plataformas por menores. Em comunicado, ele afirmou que o acordo representa uma oportunidade de promover mudanças e ampliar a transparência da empresa.
Como começou o processo
O processo teve origem em uma investigação nacional aberta em 2021 sobre os efeitos do Facebook e do Instagram entre crianças e adolescentes. Em outubro de 2023, uma coalizão bipartidária de 33 procuradores-gerais entrou com uma ação federal contra a Meta, acusando a empresa de desenvolver recursos capazes de estimular o uso excessivo das plataformas e de minimizar publicamente os riscos para os jovens.
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Entre os mecanismos citados pelos estados estavam rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e notificações, que, segundo a acusação, dificultariam que usuários jovens deixassem os aplicativos.
A ação também afirmou que a Meta coletou dados pessoais de crianças menores de 13 anos sem o consentimento adequado dos pais, em possível violação à lei federal de proteção à privacidade infantil, a COPPA. A empresa negou as acusações.
Depois de tentativas da Meta de encerrar o caso antes do julgamento, a disputa chegou ao tribunal federal de Oakland.
O julgamento começou na terça-feira (18) e reunia acusações de 29 estados, com Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey à frente do caso.
Os estados sustentavam que a Meta sabia dos possíveis danos associados ao uso excessivo por menores, enquanto a companhia afirmava que não projetou suas plataformas para causar dependência. O acordo anunciado nesta quarta-feira (26) interrompeu o julgamento antes de uma decisão do tribunal.
*Com informações da AFP
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