O príncipe Harry, sua esposa Meghan Markle e os dois filhos do casal chegaram nesta quarta-feira (26) à Inglaterra. O casal, que morou nos Estados Unidos por seis anos, vai se estabelecer no Reino Unido por tempo indeterminado, de acordo com diversos veículos da imprensa britânica.
O príncipe Harry, sua esposa Meghan Markle e os dois filhos do casal chegaram nesta quarta-feira (26) à Inglaterra. O casal, que morou nos Estados Unidos por seis anos, vai se estabelecer no Reino Unido por tempo indeterminado, de acordo com diversos veículos da imprensa britânica.
Harry, de 41 anos, e Meghan, de 45, viviam na Califórnia desde que deixaram suas funções na realeza, em 2020, após uma disputa com a família real, que se intensificou com o lançamento do livro de memórias do príncipe, “O que sobra”.
De acordo com diversos jornais, a família viajou em um avião particular e pousou ao meio-dia no aeroporto de Birmingham. O retorno do casal ao Reino Unido havia sido antecipado pela imprensa na semana passada.
Veículos britânicos também haviam informado que os filhos do casal, Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco, já estão matriculados em uma escola britânica para começar o ano letivo em setembro.
“O desejo de que seus filhos recebam uma educação britânica pode ser um fator de atração muito importante para pessoas que, como Harry, estudaram em um colégio privado e querem o mesmo para seus filhos”, disse à AFP Craig Prescott, professor da Universidade Royal Holloway, em Londres, especialista em Constituição e monarquia britânica.
Harry e Meghan não são membros ativos da família real e não há previsão de que voltem a exercer funções oficiais.
“Oficialmente, serão cidadãos comuns e, portanto, a princípio vão poder fazer o que quiserem e ganhar dinheiro como considerarem oportuno. No entanto, terão que encontrar um equilíbrio entre aproveitar seu vínculo com a realeza e respeitar a monarquia. Este sempre foi o problema. Para além de serem conhecidos como membros da família real, não conseguiram definir especialmente um papel ou um âmbito próprio“, afirmou Prescott.
Impasse nos Estados Unidos
A americana Meghan Markle, que atuava como atriz antes de deixar a carreira, teria participado de conversas para integrar o elenco da série “The Gentlemen”, da Netflix, gravada na Inglaterra. Alguns veículos, no entanto, informaram que ela não vai fazer parte da produção.
“Dá a sensação de que as coisas tinham chegado a um ponto morto nos Estados Unidos. O acordo com a Netflix foi reduzido consideravelmente, talvez com apenas alguns especiais do programa de Meghan em preparação, e tudo ficou muito mais tranquilo”, explicou Prescott.
Segundo a imprensa, o casal já teria escolhido uma nova casa. Um dos locais cogitados é a região de Cotswolds, área rural nobre próxima a Oxford, a noroeste de Londres.
A imprensa britânica também informou que o rei Charles III, de 77 anos, pai de Harry, foi avisado sobre o retorno do filho mais novo em meados de agosto.
A notícia surgiu poucas semanas depois de Charles III e a esposa, Camilla, receberem Harry, Meghan e os filhos do casal em Londres, no primeiro encontro entre eles em quatro anos.
Em maio de 2025, em entrevista à BBC, Harry disse que gostaria de se reconciliar com o pai, diagnosticado com câncer há dois anos, e afirmou se sentir “realmente triste” por não poder mostrar seu país aos filhos.
Relação com o irmão
Apesar de o rei ter sido informado sobre a volta do filho caçula, não ficou claro se o príncipe William, irmão mais velho de Harry e herdeiro do trono, e a esposa, Catherine, também foram avisados. Segundo a imprensa, os dois irmãos estão afastados e não se falam.
A segurança de Harry e da família durante a estadia no Reino Unido é um tema sensível há anos. Ao deixar o país, eles perderam a proteção policial sistemática, decisão que o príncipe já criticou publicamente em diversas ocasiões, alegando que expunha os filhos a riscos.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, classificou a segurança do casal e seu financiamento como “um assunto privado”.
Uma pesquisa do instituto YouGov apontou que mais de 70% dos britânicos consideram que Harry e Meghan devem arcar, integral ou majoritariamente, com os custos de sua própria segurança.
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