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Irã já executou mais de 500 pessoas em 2026, aponta ONG

Ativistas acusam o Irã de usar a pena de morte para intimidar a população após protestos e guerra com EUA e Israel

Multidão em rua à noite com pessoas seguravam bandeiras do Irã, nas cores verde, branca e vermelha, ao fundo prédios e árvores.
Protestos no Irã têm sido alvo de repressão do governo (Crédito: Reprodução/Unsplash)

O Irã executou pelo menos 511 pessoas em 2026, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. O número cresceu após um novo aumento dos enforcamentos nos últimos dias, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter exigido que fossem interrompidos.  Desse total, ao menos 29 têm relação com os protestos antigovernamentais […]

O Irã executou pelo menos 511 pessoas em 2026, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. O número cresceu após um novo aumento dos enforcamentos nos últimos dias, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter exigido que fossem interrompidos. 

Desse total, ao menos 29 têm relação com os protestos antigovernamentais de janeiro, informou a organização nesta quinta-feira (27). Entre os executados há pelo menos 16 mulheres e 13 presos políticos afiliados a grupos de oposição proibidos, destacou a ONG.

Os ativistas acusam o Irã de recorrer à pena de morte para intimidar a população depois de protestos e da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o país.

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“Todas as execuções, independentemente das acusações, têm um claro objetivo interno: gerar medo e evitar novos protestos“, declarou à AFP o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam. “Tememos que essa tendência possa piorar nos próximos meses”, acrescentou.

Desde 19 de março, outras duas pessoas foram executadas em razão dos protestos que começaram em 2022, motivados pela morte sob custódia da jovem curdo-iraniana Mahsa Amini, que havia sido detida em Teerã por suposto descumprimento do código de vestimenta.

Em publicação feita na terça-feira (25) em sua rede Truth Social, Trump disse que o Irã “mata manifestantes, mesmo quando não estão se manifestando, em uma magnitude nunca antes vista”.

“Trata-se de uma crise humanitária de proporções épicas e precisa ser interrompida AGORA“, escreveu o presidente americano.

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Para Amiry-Moghaddam, a comunidade internacional voltou sua atenção à reabertura do Estreito de Ormuz e aos combates durante o conflito. Segundo ele, isso abriu espaço para que “as autoridades tivessem uma margem maior para executar manifestantes, presos políticos e pessoas condenadas à morte”.

O diretor da IHR avaliou de forma positiva as declarações de Trump e disse que “uma maior atenção aumenta o custo político para a República Islâmica”.

Segundo a organização, centenas de outros manifestantes foram condenados à morte ou respondem a acusações que preveem a pena capital.

Dados da Anistia Internacional apontam que o Irã havia executado ao menos 2.159 pessoas em 2025. Ainda assim, o país parece ter intensificado, durante o conflito, as execuções de manifestantes e de quem considera preso político.

Neste mês, mais de 30 países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, condenaram o uso da pena de morte pelo Irã, sob a alegação de que o governo está executando manifestantes para “silenciar a dissidência”.

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