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EUA atacam Irã de novo, e G20 cobra segurança em Ormuz

Trump prometeu resposta em caso de retaliação; China não apoiou trecho da declaração sobre navegação no estreito

Porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos navega em alto-mar, com aeronaves de guerra estacionadas no convés e outro navio ao fundo
Porta-aviões dos EUA cruza o Estreito de Ormuz, alvo da pressão de Trump sobre o Irã (Crédito: Elliot Schaudt/AFP)

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter concluído uma onda de ataques contra o Irã nesta terça-feira (1º), em meio ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz.

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter concluído uma onda de ataques contra o Irã nesta terça-feira (1º), em meio ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a operação foi uma resposta a “recentes tentativas de agressão” da Guarda Revolucionária Iraniana contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares americanos mobilizados na região.

O presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que a operação era “de grande envergadura e poderosa”. Ele também prometeu uma resposta mais dura caso Teerã retalie.

Se o Irã “retaliar por este ataque tão justificado, será atingido novamente em um nível muito mais duro e de maior intensidade”, disse Trump.

A Guarda Revolucionária do Irã prometeu reagir. Em comunicado, afirmou que “um severo castigo aguarda os agressores” e que os Estados Unidos “se arrependerão de seus novos ataques”.

Na madrugada de quarta-feira (2), no horário local, o Kuwait afirmou que foi alvo de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado um ataque com mísseis balísticos contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia, segundo a agência iraniana Tasnim.

De acordo com o comunicado citado pela agência, o alvo foi a base do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA conhecida como Campo Titin, localizada no Golfo de Aqaba, perto das fronteiras com Israel e Arábia Saudita.

G20 defende navegação segura em Ormuz

A escalada entrou na pauta do G20, reunido nos Estados Unidos. Ao fim de dois dias de reuniões, os ministros das Finanças do grupo defenderam uma navegação “livre e segura” no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

“Estamos preocupados com a persistência de interrupção no comércio de energia e ressaltamos que a navegação livre, segura e previsível através do Estreito de Ormuz e em todo o mundo, assim como a resolução das guerras e conflitos em curso, são essenciais para manter um crescimento sustentável”, afirmou a declaração da Presidência do G20.

O trecho sobre Ormuz foi aprovado por todos os membros do G20, com exceção da China.

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Explosões e alta do petróleo

A televisão estatal iraniana informou que várias explosões foram ouvidas ao longo do Estreito de Ormuz. Segundo a emissora, os relatos vieram de áreas a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm.

Até aquele momento, as autoridades iranianas não haviam registrado incidentes ou danos nessas regiões. A imprensa estatal também informou que cidades a leste do estreito foram atingidas por projéteis e que um aeroporto na província de Kermã, no sul do Irã, foi alvo de ataques.

O Crescente Vermelho iraniano afirmou que um ataque americano com mísseis atingiu uma casa onde ocorria uma festa de casamento na cidade de Kuhestak. Segundo a entidade, quatro pessoas morreram, entre elas uma criança, e mais de 50 ficaram feridas.

Os ataques americanos ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por projéteis de origem desconhecida ao deixarem o estreito, segundo a agência marítima grega Marisks.

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