O CEO do X, Elon Musk, defendeu uma abordagem mais flexível para a regulamentação da inteligência artificial. As falas do empresário aconteceram durante uma reunião do G20, marcada por tensões políticas envolvendo a Rússia e a União Europeia.
O CEO do X, Elon Musk, defendeu uma abordagem mais flexível para a regulamentação da inteligência artificial. As falas do empresário aconteceram durante uma reunião do G20, marcada por tensões políticas envolvendo a Rússia e a União Europeia.
O evento acontece nesta terça-feira (1º), na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, com foco na expansão dos data centers e no avanço da IA.
Segundo Musk, regras mais rígidas podem atrasar o desenvolvimento do setor e reduzir a capacidade de inovação das empresas.
Além disso, ele defendeu que governos criem um ambiente com menos barreiras para novas tecnologias, criticando especialmente o modelo adotado pelos países europeus.
“É preciso ter um ambiente relativamente livre de regulamentação, em que novas tecnologias sejam permitidas por padrão, e não proibidas por padrão”, afirmou Musk.
EUA presidem o G20 em 2026
Em 2026, os Estados Unidos ocupam a presidência rotativa do G20, principal fórum de cooperação econômica internacional. Nas conversas, o governo de Donald Trump apresentou uma proposta para limitar barreiras tecnológicas, chamada “Princípios da Carolina”.
O consultor de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, que organiza o encontro ao lado do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, defendeu que os países evitem tratar cada avanço tecnológico como um novo problema regulatório.
A reunião do G20 reúne ministros de Estado e representantes de empresas de tecnologia, como Nvidia, OpenAI, Google e Meta, para discutir os próximos passos da inteligência artificial em um cenário de disputa global pela liderança do setor.
Presença da Rússia gera tensão
A agenda do G20 nos Estados Unidos foi marcada por tensão diplomática pela presença do ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov.
O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, criticou a participação russa e afirmou que “não é o momento de normalizar” as relações com Moscou.
“Pessoalmente, sempre me pareceu incômodo tratar temas sensíveis com representantes de regimes que conduzem uma guerra e que diariamente matam civis”, disse Dombrovskis, em referência à invasão russa da Ucrânia.

Os líderes do G20 protestaram contra a presença da Rússia na foto oficial do fórum econômico (Reprodução/Reuters)
O vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, também criticou os ataques russos contra civis ucranianos e afirmou que a posição europeia sobre a guerra foi deixada “absolutamente clara” durante as conversas.
Segundo Dombrovskis, representantes europeus pressionaram seus pares a ampliar a ajuda financeira à Ucrânia. O bloco conseguiu evitar que Siluanov aparecesse na foto oficial da reunião.
As discussões econômicas do G20 também foram atravessadas por outros temas, como as tarifas de Donald Trump, a guerra no Irã e as preocupações com o excesso de capacidade industrial da China.
Com informações da Reuters e AFP
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