O ex-líder de gangue Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi condenado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur, conhecido como 2Pac, morto a tiros em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 1996. O veredicto foi anunciado nesta segunda-feira (31), após poucas horas de deliberação do júri.
Davis foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. Ele pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A sentença está marcada para 13 de outubro.
O ex-líder de gangue Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi condenado pelo assassinato do rapper Tupac Shakur, conhecido como 2Pac, morto a tiros em Las Vegas, nos Estados Unidos, em 1996. O veredicto foi anunciado nesta segunda-feira (31), após poucas horas de deliberação do júri.
Davis foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. Ele pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A sentença está marcada para 13 de outubro.
Após o anúncio da decisão, Davis afirmou à juíza Carli Kierny que pretende recorrer da condenação.
Entenda o crime
Na época do assassinato, Davis liderava a gangue South Side Compton Crips, que atuava em áreas de Los Angeles. Segundo a acusação, ele teria organizado o ataque contra Tupac depois que seu sobrinho, Orlando Anderson, foi agredido por integrantes do grupo ligado ao rapper em um cassino de Las Vegas.
Durante as alegações finais, o promotor Binu Palal afirmou que Davis decidiu se vingar e reuniu integrantes de sua gangue para procurar Shakur.
Tupac estava em Las Vegas para acompanhar uma luta do boxeador Mike Tyson. Cerca de duas horas depois do confronto no cassino, o rapper foi baleado enquanto estava em um BMW.
Segundo os promotores, um Cadillac branco parou ao lado do veículo de Tupac em um semáforo, e os disparos foram feitos por uma pessoa que estava no banco traseiro do carro. Davis seria o responsável por entregar a arma utilizada no ataque.
O rapper foi atingido por quatro tiros e morreu seis dias depois, aos 25 anos, em 13 de setembro de 1996.
Caso ficou sem solução por décadas
O assassinato de Tupac se tornou um dos casos não solucionados mais conhecidos dos Estados Unidos. A investigação permaneceu sem avanços significativos durante décadas, até que o nome de Davis voltou ao centro do caso após a publicação de suas memórias, em 2019.
No livro, o ex-líder de gangue afirmou que estava no banco dianteiro do Cadillac branco no momento do ataque. As declarações ajudaram a reativar a investigação.
Davis, no entanto, posteriormente passou a negar as confissões e se declarou inocente. O advogado de defesa, Michael Sanft, afirmou que os relatos apresentados no livro eram fictícios e teriam sido inventados para promover a publicação.
Davis é a única pessoa acusada formalmente pelo assassinato de Tupac Shakur.
*Com informações da AFP
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