Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nova York veta IA para alunos antes do ensino médio

Medida valerá por um ano na maior rede pública dos EUA e banirá chatbots de apoio emocional em todas as séries

Crianças em sala de aula em uma escola
No Brasil, o CNE aprovou na última terça-feira (1º) o veto ao acesso direto e autônomo à IA até o 5º ano (Quilia/Unsplash)

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou nesta quarta-feira (2) que estudantes da cidade não poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial antes de ingressarem no ensino médio. A decisão foi apresentada como uma forma de preservar a aprendizagem e a saúde mental das crianças.

A restrição terá duração de um ano e afetará quase 600 mil alunos da rede pública até o oitavo ano. A iniciativa deverá ser acompanhada de perto em todo o país, já que o sistema escolar da cidade é, de longe, o maior dos Estados Unidos.

Somente estudantes do ensino médio, geralmente com 14 anos ou mais, poderão utilizar inteligência artificial em programas-piloto limitados. Eles também terão aulas sobre letramento em IA duas vezes por ano.

Chatbots de companhia, desenvolvidos especificamente para oferecer apoio emocional, serão proibidos em todas as séries.

“A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil baseada em inteligência artificial não é apenas inevitável, mas necessária. Nós não pensamos assim”, afirmou o prefeito Zohran Mamdani em comunicado.

Os professores continuarão autorizados a utilizar inteligência artificial no planejamento de aulas e em tarefas administrativas.

“As crianças precisam de professores e de conexões humanas para aprender e crescer. Precisam desenvolver habilidades ao lado de seus colegas, construir relações com educadores e enfrentar problemas difíceis por conta própria”, acrescentou.

Durante todo o ano letivo de 2026-2027, um grupo de trabalho formado por estudantes, professores, pais, autoridades eleitas e especialistas do setor se reunirá para avaliar os efeitos da suspensão antes de publicar suas conclusões.

“Temos a responsabilidade de garantir que uma tecnologia em rápida transformação ajude nossas crianças e seu aprendizado, em vez de atrapalhá-los”, afirmou nesta quarta-feira a governadora de Nova York, Kathy Hochul.

Nova York já havia se posicionado contra IA antes

Essa não foi a primeira vez que Nova York tomou medidas contra inteligência artificial nas salas de aula. Entre o fim de 2022 e o início de 2023, a cidade bloqueou o ChatGPT em redes e aparelhos escolares, principalmente por receio de plágio. Os distritos de Los Angeles, Seattle e Baltimore também haviam adotado a medida.

Outros países além dos EUA também foram mais rígidos sobre o acesso às ferramentas em sala de aula. Na Noruega, desde o início do ano letivo de 2026, alunos do 1º ao 7º ano, em regra, não recebem acesso à IA. Do 8º ao 10º ano, o uso pode ser introduzido gradualmente e com professores capacitados.

Na França, desde 2025, estudantes do ensino primário aprendem sobre IA, mas não podem utilizar diretamente ferramentas do tipo. O uso supervisionado começa na classe de quatrième (equivalente ao 8° ano no Brasil). No ensino médio, pode haver utilização autônoma dentro de atividades definidas pelo professor

No Brasil, o CNE aprovou na última terça-feira (1º) o veto ao acesso direto e autônomo à IA até o 5º ano. O contato só poderá ocorrer em atividades planejadas e mediadas por educadores. O texto ainda precisa ser homologado pelo MEC e, portanto, não está valendo definitivamente.

(Com informações da AFP)

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais