Os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner afirmaram ter identificado avanços nas conversas realizadas no fim de semana com autoridades da Rússia e da Ucrânia para tentar destravar as negociações pelo fim da guerra.
Nesta segunda-feira (7), em publicação no X, Witkoff classificou os progressos como “substanciais” e afirmou que houve avanços inclusive nas discussões para a realização de uma nova rodada de negociações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia.
Os dois representantes do governo de Donald Trump estiveram em Moscou no sábado (5), onde se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin. No domingo (6), seguiram para Kiev e conversaram com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
Segundo a AFP, os norte-americanos também transmitiram a representantes europeus a avaliação de que Moscou demonstra uma nova disposição para negociar. Em Kiev, a reunião contou com a participação de conselheiros de segurança nacional do Reino Unido, da Alemanha e da França, que receberam de Witkoff e Kushner um balanço das conversas mantidas no dia anterior com o governo russo.
A sinalização coincide com declarações do Kremlin. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou nesta segunda que Moscou não descarta a retomada do formato trilateral de negociações, embora ainda não haja definição sobre data ou local para um novo encontro.
As iniciativas retomam uma negociação que estava paralisada desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro.
At President Trump’s direction, United States negotiators visited both Moscow and Kyiv in order to facilitate additional dialogue to end the Russia-Ukraine War. Ahead of the trip, the Russians and Ukrainians agreed to a three-day no-shoot policy to enable these discussions to… pic.twitter.com/7oj7C2Qp2p
— Special Envoy Steve Witkoff (@SEPeaceMissions) September 7, 2026
Rússia critica sistema de mísseis dos EUA na Noruega
Em paralelo às discussões sobre a Ucrânia, a Rússia criticou nesta segunda-feira (7) a instalação de um sistema de mísseis dos Estados Unidos na Noruega, integrante da Otan. Nesse caso, a reação de Moscou está relacionada a uma frente distinta de negociação: as conversas com Washington sobre estabilidade nuclear e controle de armas.
Segundo a Reuters, o governo russo afirmou que lançadores do tipo Mk-41, enviados pelos EUA ao país nórdico, poderiam ser utilizados para disparar mísseis capazes de atingir áreas da Rússia europeia, incluindo Moscou.
O Ministério das Relações Exteriores russo classificou a implantação como uma ameaça à segurança e afirmou que a medida dificulta um eventual diálogo com Washington sobre questões estratégicas.
Moscou também advertiu que instalações ligadas ao sistema poderiam se tornar alvos russos em caso de conflito militar.
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