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Nepal busca por 900 trabalhadores de usinas que sumiram em avalanche

Autoridades temem que, destes 900 desaparecidos, mais de 100 estejam presos em túneis de hidrelétricas

Socorrista trabalha na entrada de túnel na usina hidrelétrica de Chilime, em Rasuwa, no Nepal 29 de agosto de 2026 Ashish Gurung/via REUTERS
Socorrista trabalha na entrada de túnel na usina hidrelétrica de Chilime, em Rasuwa, no Nepal. | Ashish Gurung/via REUTERS

No 13º dia depois da tragédia, equipes de resgate do Nepal concentram os esforços nesta segunda-feira (7) para localizar cerca de 900 trabalhadores desaparecidos em projetos de usinas hidrelétricas.

Segundo equipes de resgate do Exército nepalês, 121 dos 900 desaparecidos podem estar presos em túneis das usinas. Outros trabalhadores podem ter desaparecido enquanto atuavam em áreas externas dos complexos.

Entre os casos acompanhados pelas equipes está o de quatro das seis pessoas desaparecidas na usina hidrelétrica de Chilime, no distrito de Rasuwa, uma das regiões mais afetadas pelo desastre. De acordo com o parlamentar Shri Ram Neupane, que participa dos esforços de resgate, ainda existe a possibilidade de que os trabalhadores estejam vivos.

As equipes conseguiram equipamentos especializados e definiram as técnicas que serão utilizadas para avançar nas buscas em Chilime. Os socorristas acreditam que alguns trabalhadores possam ter sobrevivido porque determinados túneis possuem bolsas de ar, espaços e salas onde seria possível se proteger.

A esperança aumentou nos últimos dias após quatro pessoas serem retiradas com vida dos escombros. Entre elas está um cidadão chinês, resgatado de um túnel no sábado (5). Na sexta-feira (4), dois trabalhadores de uma usina hidrelétrica também foram encontrados com vida em outro túnel. No sábado, uma mulher nepalesa foi retirada de uma casa soterrada.

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Mais de 1,3 mil mortos

O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma grande massa de lama e rochas, provocada pelo colapso de parte de uma geleira, atingiu um rio na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. As enchentes que se seguiram destruíram cidades e vilarejos e cobriram estradas e rodovias com lama e destroços.

A atualização desta segunda aponta que pelo menos 1.380 pessoas morreram no Nepal e no Tibete, enquanto mais de 5.500 continuam desaparecidas nas duas regiões.

As autoridades também intensificaram o trabalho de identificação das vítimas por meio de testes de DNA. O governo nepalês pediu ajuda internacional para obter equipamentos e suprimentos, incluindo drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits para testes genéticos e equipamentos específicos para operações de resgate em túneis.

China promete divulgar informações

Na China, as equipes de emergência continuam procurando centenas de desaparecidos no Tibete. Autoridades chinesas informaram no domingo (6) que outros 12 corpos haviam sido recuperados.

Muitos dos desaparecidos são indianos ou pessoas de origem indiana que estavam na região para visitar o Lago Mansarovar e o Monte Kailash, locais considerados sagrados para peregrinos hindus.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que o país continuará os trabalhos de busca e resgate e que pretende divulgar informações atualizadas sobre a situação.

A declaração ocorreu após famílias de estrangeiros desaparecidos relatarem dificuldades para obter informações sobre seus parentes. No domingo, a China permitiu pela primeira vez que jornalistas de oito veículos estrangeiros visitassem algumas das principais áreas atingidas.

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* Com informações da agência de notícias Reuters.

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