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Centro-esquerda lidera eleição na Suécia e extrema-direita perde força

Analistas dizem que política migratória mais rígida deve continuar mesmo com eventual vitória da centro-esquerda

Beco estreito entre prédios antigos em Estocolmo, com uma bandeira da Suécia pendurada em primeiro plano, luminária de rua acesa e multidão caminhando ao fundo, ao entardecer
Suécia vai às urnas para eleição parlamentar (Crédito: Claudio Schwarz/Unsplash)

A oposição de centro-esquerda começou liderando as eleições na Suécia nesta segunda-feira (14). O pleito acirrado reduziu a influência da extrema-direita, mas dificilmente resultará em um retorno às políticas de imigração mais abertas.

Na contramão do movimento de avanço da direita na Europa, os resultados preliminares indicavam vantagem estreita de três cadeiras para o bloco de centro-esquerda sobre a coalizão de direita comandada pelo atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson.

A vantagem da centro-esquerda refletiu, sobretudo, o desempenho fraco dos Democratas Suecos. O partido de extrema-direita foi um dos protagonistas da guinada do país, historicamente liberal, para uma das políticas migratórias mais restritivas da Europa.

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Ainda que um governo de centro-esquerda possa adotar um tom mais brando, analistas avaliam que dificilmente haverá retorno às políticas generosas e de portas abertas das últimas décadas. O motivo é o descontentamento dos eleitores com os níveis de imigração e criminalidade.

“Acredito que a mudança mais ampla em direção a uma política de imigração sueca mais rígida veio, em grande parte, para ficar”, disse Niklas Bohlin, cientista político da Universidade da Suécia Central.

Segundo a autoridade eleitoral, os partidos de esquerda alinhados à líder social-democrata Magdalena Andersson teriam conquistado 176 das 349 cadeiras do Parlamento, contra 173 do bloco liderado por Kristersson.

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“Se esse resultado se confirmar, a Suécia terá um novo governo”, disse Andersson aos seus apoiadores na noite de domingo.

A expectativa é de que um governo de centro-esquerda preserve a postura pró-Ocidente e pró-Ucrânia adotada pela Suécia.

O pleito colocou frente a frente uma centro-esquerda fragmentada e uma centro-direita coesa, que planejava abrir espaço para a extrema-direita na coalizão de governo. Para parte do eleitorado, esse era um passo longe demais.

Com raízes no neonazismo e na supremacia branca, os Democratas Suecos perderam 11 cadeiras, segundo projeções. É a primeira vez que o partido registra queda de desempenho em uma eleição parlamentar.

 

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