A Rússia e a Ucrânia sinalizaram interesse em um cessar-fogo parcial que poupe alvos ligados a grãos e energia, disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. A declaração foi feita nesta quarta-feira (23), em Nova York, depois de um encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov.
“Acho que ambos os lados expressaram interesse em algum tipo de cessar-fogo limitado envolvendo grãos e energia. Obviamente, como se sabe, isso também não será fácil”, afirmou o secretário durante uma conversa com jornalistas.
Segundo Rubio, um obstáculo em particular é que os ataques ao setor de energia estão entre as prioridades táticas centrais dos dois países na guerra, que já chega ao quinto ano.
Moscou não deu sinais públicos de que esteja disposta a aceitar acordos nesses termos, e não ficou claro se a fala de Rubio indica algum progresso nas negociações com Lavrov.
Em discurso no Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 membros, o chanceler russo deu a entender que o Kremlin rejeitará qualquer interrupção temporária dos combates. Para Lavrov, os europeus querem somente uma pausa para “abastecer o regime de Kiev com armas”.
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A sessão, dedicada à guerra na Ucrânia, ocorreu em paralelo ao encontro anual de líderes mundiais nas Nações Unidas. Os chanceleres do Reino Unido, da França e da Dinamarca aproveitaram suas falas para criticar duramente a ofensiva russa e alertar para o risco de escalada e o aumento das mortes de civis.
Kiev e seus aliados defendem a suspensão dos bombardeios contra instalações de energia e garantias de segurança para a navegação no Mar Negro. O temor é que a Rússia volte a atingir estruturas de energia e aquecimento no inverno que se aproxima.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, esteve com o presidente americano, Donald Trump, na terça-feira (22) e afirmou que os dois conversaram sobre uma trégua voltada a alvos energéticos.
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Em uma cúpula da “Plataforma da Crimeia”, realizada paralelamente à reunião da ONU, Zelenskiy disse aos líderes presentes que Kiev aceita uma trégua marítima no Mar Negro, tendo como base propostas como as apresentadas por Egito, Índia e Turquia.
Antes da sessão do Conselho de Segurança, o ucraniano afirmou que o país aguarda uma resposta russa e está disposto a garantir a segurança da navegação e o abastecimento de alimentos na região, desde que Moscou também adote medidas concretas de desescalada. “Precisamos começar por algum lugar”, declarou.
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