A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (Sete) anunciou nesta terça-feira (29) que Patrick Branco Ruivo deixará a direção do monumento no fim do ano, depois da repercussão causada pelo afastamento de funcionárias durante a visita de uma delegação religiosa hindu, realizada no início de setembro.
A visita do movimento espiritual hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS) ocorreu em 5 de setembro, durante a inauguração de um templo hindu perto de Paris.
Na ocasião, a SETE reconheceu que a delegação hindu havia solicitado que a visita fosse organizada com restrições às “interações com mulheres”, mas ressaltou que “essas condições não deveriam ter sido aceitas”.
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Segundo a empresa, uma investigação interna revelou “falhas e deficiências operacionais” na organização da visita, durante a qual as funcionárias foram afastadas, uma decisão considerada “inaceitável”.
Dois dias após a visita da delegação hindu, o monumento permaneceu fechado devido a uma greve dos trabalhadores em protesto contra a decisão, que também recebeu críticas de políticos, entre eles o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire.
A cidade de Paris é proprietária da Torre Eiffel e acionista majoritária da empresa que administra o monumento.
Mais de seis milhões de pessoas visitaram esse símbolo turístico de Paris em 2025. A Torre Eiffel reabrirá ao público nesta terça-feira.
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