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Em reunião com Trump, líderes da IA assinam compromisso de segurança

Encontro na Casa Branca ocorreu após incidentes envolvendo sistemas autônomos e sob pressão pelo rápido avanço da tecnologia

Trump e líderes de IA
Trump se reuniu com líderes de IA na Casa Branca para debater sobre o setor (Créditos: Reprodução/Youtube/@TheWhiteHouse)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (29) que os executivos de tecnologia reunidos na Casa Branca para discutir a regulamentação da inteligência artificial assinaram um compromisso “moralmente vinculante” para criar salvaguardas adequadas para a tecnologia.

“Eles vão se fiscalizar”, afirmou Trump.

O presidente afirmou durante a reunião que “a autorregulação era muito importante”. O encontro serviu para discutir os rumos da inteligência artificial, em meio à crescente pressão no Congresso por novas regras de segurança para o setor e a uma série de incidentes envolvendo sistemas autônomos.

Trump afirmou aos jornalistas que, entre os convidados, “existe a convicção de que deveria haver uma ampla autorregulação”. Ele também disse que está pensando em criar um comitê de 10 pessoas para supervisionar o setor de IA.

Se o desenvolvimento da IA levar a abusos ou perigos, “automaticamente já contamos com regulamentação por meio do Departamento de Justiça, do FBI, de tudo isso”, enfatizou.

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Líderes da IA

O almoço reuniu alguns dos líderes de tecnologia mais influentes do mundo, incluindo Elon Musk, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Satya Nadella, da Microsoft, Sundar Pichai, do Google, e Jensen Huang, da Nvidia.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o presidente da OpenAI, Greg Brockman, também participaram.

A OpenAI revelou no fim de semana que seus agentes também chegaram aos sites de três órgãos federais dos Estados Unidos, depois de reconhecer, na semana passada, que haviam tentado acessar um site do governo australiano.

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Trump, aconselhado por Huang e por seu ex-czar de IA David Sacks, tem defendido o desenvolvimento da inteligência artificial sem restrições para superar a China e impulsionar uma economia norte-americana cada vez mais dependente do crescimento gerado pela tecnologia.

Trump reforça competição com China

A questão dos data centers, as enormes instalações de computação exigidas pela tecnologia, tornou-se um ponto de tensão nas disputas das eleições legislativas de meio de mandato em ambos os partidos, com um número crescente de comunidades preocupadas com o aumento das contas de energia elétrica e com a pressão sobre os recursos hídricos e o uso da terra.

Trump rejeitou as críticas dos opositores desses data centers, afirmando que as comunidades contrárias às instalações “querem acabar atrasadas e pobres” e que a China “não poderia estar mais feliz” com a reação negativa.

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“Equilíbrio certo”

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, que participou da reunião e lidera a Casa controlada pelos republicanos, indicou que o encontro teve como foco encontrar aquilo que chamou de “equilíbrio certo” entre inovação e algum tipo de supervisão.

“Não precisamos de uma moratória. Não precisamos entrar nisso e hiper-regular o setor, porque perderemos a corrida para a China”, disse Johnson em entrevista à Fox Business Network na segunda-feira.

As principais empresas de inteligência artificial, especialmente Anthropic e OpenAI, têm feito fortes alertas públicos sobre o desenvolvimento descontrolado de sistemas cada vez mais poderosos — ao mesmo tempo em que continuam lançando tecnologias de ponta desse tipo.

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As preocupações aumentaram depois que um ex-funcionário das duas empresas tornou públicos alertas de que o setor está avançando mais rapidamente do que as avaliações de segurança conseguem acompanhar.

Trump tem classificado repetidamente esses alertas sobre riscos existenciais como exagerados e se opõe a restrições ao setor.

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Com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro, parlamentares dos dois partidos elaboraram diversos projetos de lei para aprimorar a regulamentação da inteligência artificial.

Algumas das propostas obrigariam as empresas a divulgar mais informações sobre o funcionamento de seus sistemas e sobre as salvaguardas adotadas.

(Com informações da AFP)

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