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Reino Unido prende homem britânico-iraniano por incidente em base aérea

Detenção ocorreu após o premiê Andy Burnham dizer que há fortes indícios de participação do Irã no caso da RAF Fairford

Policiais armados posicionam-se do lado de fora da base da RAF em Fairford, no sudoeste da Inglaterra, em 28 de setembro de 2026
Policiais armados do lado de fora da base da RAF em Fairford, no sudoeste da Inglaterra (Crédito: Ben STANSALL / AFP)

A polícia do Reino Unido prendeu um homem com dupla nacionalidade britânica e iraniana durante a apuração do incidente em uma base aérea no sudoeste inglês no domingo (27).

A detenção foi feita após o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmar em entrevista à BBC que existem “fortes sinais de que o Irã teve um papel no que ocorreu na RAF Fairford no último fim de semana”. A base é utilizada pelos militares americanos no conflito contra Teerã.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (1º), a Polícia Antiterrorismo britânica confirmou que “um homem de 27 anos, com cidadania britânica e iraniana, foi detido” em Westminster, região central de Londres, “por suspeita de preparar atos de terrorismo“.

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A polícia informou ainda que outro homem, de nacionalidade britânica, prestou depoimento, mas não foi preso. Dois endereços em Westminster passaram por buscas.

Os agentes foram chamados à base, em Cotswolds, nas primeiras horas de domingo, após um agricultor de Whelford, vilarejo vizinho, avistar vans bloqueando uma via e um grupo de homens com o rosto coberto. A ocorrência levou à retirada dos moradores da região e fez as autoridades decretarem “incidente grave”.

No local, os agentes detiveram cinco britânicos de cerca de 25 anos, todos moradores de Londres, e inspecionaram diversos veículos. Os suspeitos foram soltos sob fiança na segunda-feira (28), medida que gerou críticas do governo americano.

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Mais tarde, a polícia informou que não havia explosivos na área. O tipo de ameaça investigada segue sem esclarecimento oficial.

O caso ganhou outro elemento intrigante com a informação, publicada por veículos britânicos, de que o alerta à polícia teria partido de um dos cinco detidos inicialmente. A corporação não se pronunciou sobre essas reportagens.

Nesta quinta-feira, a coordenadora nacional sênior da Polícia Antiterrorismo, Vicki Evans, declarou em nota que a apuração é “extremamente complexa” e que os investigadores examinam “todos os ângulos possíveis, incluindo um eventual envolvimento de um Estado estrangeiro“.

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A embaixada iraniana em Londres já havia afirmado que “rejeita de forma categórica e condena com veemência” as suspeitas de envolvimento de Teerã. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Burnham estava “mirando no alvo errado”.

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