A polícia do Reino Unido prendeu um homem com dupla nacionalidade britânica e iraniana durante a apuração do incidente em uma base aérea no sudoeste inglês no domingo (27).
A detenção foi feita após o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmar em entrevista à BBC que existem “fortes sinais de que o Irã teve um papel no que ocorreu na RAF Fairford no último fim de semana”. A base é utilizada pelos militares americanos no conflito contra Teerã.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (1º), a Polícia Antiterrorismo britânica confirmou que “um homem de 27 anos, com cidadania britânica e iraniana, foi detido” em Westminster, região central de Londres, “por suspeita de preparar atos de terrorismo“.
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A polícia informou ainda que outro homem, de nacionalidade britânica, prestou depoimento, mas não foi preso. Dois endereços em Westminster passaram por buscas.
Os agentes foram chamados à base, em Cotswolds, nas primeiras horas de domingo, após um agricultor de Whelford, vilarejo vizinho, avistar vans bloqueando uma via e um grupo de homens com o rosto coberto. A ocorrência levou à retirada dos moradores da região e fez as autoridades decretarem “incidente grave”.
No local, os agentes detiveram cinco britânicos de cerca de 25 anos, todos moradores de Londres, e inspecionaram diversos veículos. Os suspeitos foram soltos sob fiança na segunda-feira (28), medida que gerou críticas do governo americano.
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Mais tarde, a polícia informou que não havia explosivos na área. O tipo de ameaça investigada segue sem esclarecimento oficial.
O caso ganhou outro elemento intrigante com a informação, publicada por veículos britânicos, de que o alerta à polícia teria partido de um dos cinco detidos inicialmente. A corporação não se pronunciou sobre essas reportagens.
Nesta quinta-feira, a coordenadora nacional sênior da Polícia Antiterrorismo, Vicki Evans, declarou em nota que a apuração é “extremamente complexa” e que os investigadores examinam “todos os ângulos possíveis, incluindo um eventual envolvimento de um Estado estrangeiro“.
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A embaixada iraniana em Londres já havia afirmado que “rejeita de forma categórica e condena com veemência” as suspeitas de envolvimento de Teerã. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que Burnham estava “mirando no alvo errado”.
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