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Ataque russo com mísseis e drones mata 28 pessoas na Ucrânia

Em Pryluky, no norte do país, míssil atingiu prédio residencial; quatro crianças estão entre as vítimas

Socorristas com uniformes de bombeiro e capacetes carregam uma maca laranja sobre os escombros de um prédio destruído em Pryluky, na Ucrânia, sob céu azul com nuvens
Socorristas trabalham nos escombros do prédio atingido por míssil russo em Pryluky, no norte da Ucrânia (Crédito: Reprodução/Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia)

Ao menos 24 pessoas morreram na Ucrânia após uma ofensiva russa com mísseis e drones nesta quarta-feira (7), segundo autoridades ucranianas. Os bombardeios atingiram prédios residenciais, instalações industriais e infraestrutura, e o presidente Volodymyr Zelensky classificou a ação como uma das mais “vis” já promovidas pela Rússia.

Em Pryluky, cidade no norte do país, um míssil russo atingiu um prédio de apartamentos e deixou pelo menos 18 mortos, entre eles quatro crianças, de acordo com as autoridades locais.

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O prédio de cinco andares teve várias seções destruídas, e cerca de 40 pessoas ficaram feridas. Equipes de resgate seguiam em busca de vítimas nos escombros.

O presidente Zelenskiy disse que outras seis pessoas morreram em Kiev, Oleksandria e Kremenchuk durante o intenso ataque ocorrido durante a madrugada.

“Este foi um dos ataques mais vis: 70 mísseis no total, muitos deles balísticos“, declarou Zelenskiy no aplicativo Telegram. “Um dos principais alvos foi nossa infraestrutura energética. Os russos queriam causar um golpe doloroso e ostensivo.”

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Zelensky disse que o ataque coincidiu com o aniversário do presidente russo, Vladimir Putin.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças realizaram um “ataque massivo” contra instalações militares e industriais em Kiev e em outras regiões ucranianas, utilizando armas de alta precisão lançadas por terra, mar e ar, bem como drones.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado pouco mais de 80% dos 46 drones a jato lançados pela Rússia — um aumento acentuado em relação às últimas semanas, quando, em média, as defesas aéreas derrubavam de 50% a 60%.

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Desde o verão no hemisfério norte, a Rússia vem utilizando um número cada vez maior desses novos drones de alta velocidade em ataques ininterruptos contra Kiev e outras cidades, sobrecarregando as defesas aéreas da Ucrânia, que têm enfrentado dificuldades para lidar com a velocidade deles.

A Força Aérea não explicou o aumento na taxa de interceptação e não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

Zelenskiy afirmou que os mísseis balísticos russos continuam sendo o principal desafio para a Ucrânia, acrescentando que ele e sua equipe estão “todos os dias em busca de sistemas Patriot (de interceptação de mísseis) que possam e devam proteger a vida das pessoas”.

O sistema Patriot, de fabricação norte-americana, é a única arma no arsenal da Ucrânia capaz de deter mísseis balísticos de alta velocidade, mas os escassos estoques globais foram esgotados pela guerra no Irã neste ano, bem como pelo conflito na Ucrânia.

O Ministério da Energia da Ucrânia informou que começou a implementar cortes parciais de energia de emergência em cinco regiões ucranianas devido aos ataques.

 

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