Os médicos retiraram parte do pulmão direito do papa Leão XIV após detectarem uma massa cancerígena, informou o Vaticano nesta terça-feira (13).
“Para garantir que o procedimento fosse radical, foi extirpado o lobo inferior do pulmão direito”, afirmou o Vaticano em um comunicado, e acrescentou que a intervenção “confirmou o diagnóstico de um adenocarcinoma pulmonar, tal como se suspeitava a partir dos exames pré-operatórios”.
O papa, de 71 anos, “acordou normalmente” após a operação e já voltou ao seu quarto, no décimo andar do Hospital Gemelli, em Roma, informou a nota. Uma fonte do Vaticano disse ainda que o pontífice havia pedido o jantar.
Papa Leão: cirurgia para retirar nódulo do pulmão foi bem-sucedida
“O Santo Padre permaneceu no centro cirúrgico por cerca de três horas, e a duração da operação em si foi de aproximadamente 90 minutos. A intervenção foi um sucesso e não houve complicações”, disse o comunicado.
Ao ser questionada se havia algum indício de que o câncer tivesse se espalhado, uma fonte do Vaticano afirmou que mais exames estavam sendo realizados.
Esta é a primeira internação do pontífice desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em maio de 2025. Por causa da cirurgia, suas audiências foram canceladas até 20 de outubro.
O tumor, que antes vinha sendo descrito como um nódulo, foi identificado durante exames médicos de rotina. No domingo (11), Leão XIV anunciou aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro que a alteração havia sido descoberta em um estágio muito inicial.
“Os médicos acreditam que seria correto intervir”, afirmou o papa na ocasião.
Papa estava tranquilo antes da cirurgia
Leão XIV deixou o Vaticano de carro nesta terça-feira e acenou para as pessoas que o aguardavam. Ao chegar ao Hospital Gemelli, sorriu e cumprimentou a multidão antes de entrar na unidade.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou à agência italiana ANSA que o papa estava “muito calmo” quando os dois se encontraram na segunda-feira (12).
O cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi, que também esteve com o pontífice, relatou ao jornal La Repubblica que ele estava “muito tranquilo, como sempre, e brincalhão, como de costume”.
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