A Universidade Cornell suspendeu nesta terça-feira (13) as festas e os eventos sociais das fraternidades pelo restante do ano letivo. A medida veio após a revolta provocada por um suposto estupro coletivo em um dos clubes exclusivamente masculinos da instituição de elite.
O caso ocorreu em 2024 e foi descrito em detalhes em uma ação judicial apresentada no mês passado. Desde então, a prestigiada universidade do estado de Nova York passou a ser acusada de não punir adequadamente os envolvidos.
A denunciante afirmou ter sido pressionada a consumir cetamina e, em seguida, agredida e estuprada por sete membros da Chi Phi. Fraternidades estudantis como essa são tradicionais nas universidades americanas e costumam levar nomes formados por letras gregas.
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O presidente de Cornell, Michael Kotlikoff, disse que a suspensão “dará tempo para uma revisão completa da vida nas fraternidades em Cornell, a fim de determinar se e como ela pode continuar de forma segura”.
“Lamento profundamente o dano sofrido por Jane Doe em 2024 e estou horrorizado que esse ato de violência sexual tenha ocorrido dentro da nossa comunidade de Cornell”, acrescentou, referindo-se ao pseudônimo da denunciante.
Após as primeiras denúncias, Cornell fechou a fraternidade e suspendeu temporariamente os estudantes acusados, dois dos quais foram expulsos depois.
Críticos, no entanto, afirmaram que a resposta da universidade foi branda demais, o que levou a instituição a abrir uma revisão independente.
Paralelamente, a investigação criminal sobre o caso foi reaberta e passou a ser conduzida pela Procuradoria-Geral do estado de Nova York. Em 2024, as autoridades locais haviam desistido de processar os acusados por entenderem que o depoimento da denunciante não comprovava a falta de consentimento.
Milhares de estudantes e professores protestaram em Cornell neste mês para exigir justiça para a denunciante, com cartazes que diziam “Responsabilizem os culpados” e “Protejam as sobreviventes”.
Manifestantes também se reuniram em Nova York, Boston e outras cidades americanas em apoio à denunciante, enquanto usuários das redes sociais compartilharam a hashtag #IAmJaneDoe no TikTok, no X e no Instagram.
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