Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Satélite de 1,4 tonelada da Nasa deve cair na Terra nesta quarta

O risco de que alguém na Terra seja atingido é considerado baixo, estimado em aproximadamente 1 em 2.100 pela Nasa

Observatório Neil Gehrels Swift | Divulgação/Nasa
Observatório Neil Gehrels Swift | Divulgação/Nasa

Um satélite da NASA com aproximadamente 1.450 quilos deve reentrar na atmosfera da Terra nesta quarta-feira (4), quase 22 anos após ser lançado ao espaço. O equipamento, chamado Observatório Neil Gehrels Swift, foi utilizado durante mais de duas décadas para estudar algumas das explosões mais poderosas do universo.

Segundo a agência espacial americana, a maior parte da estrutura deve ser destruída pelo calor durante a passagem pela atmosfera. No entanto, alguns componentes podem resistir à reentrada e atingir a superfície terrestre.

A previsão divulgada pela Força Espacial dos Estados Unidos na segunda-feira (2) indicava que o satélite retornaria à atmosfera por volta das 5h30 desta quarta-feira, no horário de Brasília, com uma margem de incerteza de 11 horas.

Onde os fragmentos do satélite podem cair?

De acordo com a NASA, a região onde os possíveis fragmentos poderão atingir a Terra depende do momento exato em que o satélite entrar na atmosfera.

Por causa da inclinação de sua órbita, os locais de queda estão limitados à faixa entre 20,6 graus de latitude norte e 20,6 graus de latitude sul, próxima à Linha do Equador, que atravessa partes da América do Sul, América Central, África, Ásia e Oceania

A agência espacial ressalta que o risco de uma pessoa ser atingida por fragmentos é considerado baixo, estimado em aproximadamente 1 em 2.100.

A maior parte do observatório deve se desintegrar devido ao calor intenso gerado durante sua passagem pela atmosfera.

Por que o satélite da NASA está caindo?

O Swift foi lançado em 2004 e permaneceu em órbita baixa da Terra durante quase 22 anos. Nessa região do espaço, os satélites ainda sofrem a influência das camadas mais externas da atmosfera terrestre.

Esse fenômeno, chamado arrasto atmosférico, funciona como uma resistência ao movimento da espaçonave, fazendo com que ela perca velocidade e altitude gradualmente.

Segundo a NASA, a atividade solar recente intensificou esse efeito sobre o Swift, acelerando sua perda de altitude.

Uma missão de manutenção que poderia elevar a órbita do observatório chegou a ser planejada, mas foi encerrada em agosto sem que a tentativa fosse realizada.

Após o cancelamento, a NASA retomou as observações científicas do satélite, que haviam sido suspensas temporariamente para reduzir o arrasto atmosférico e prolongar sua permanência no espaço.

A retomada das atividades, porém, aumentou novamente a resistência atmosférica, fazendo com que o observatório perdesse altitude mais rapidamente.

Em 20 de outubro, o Swift chegou a uma altitude de 275 quilômetros e já não conseguia compensar os efeitos do arrasto.

O equipamento entrou em modo de segurança, e a equipe responsável pelas operações, da Universidade Estadual da Pensilvânia, enviou um comando que encerrou definitivamente suas atividades.

O que era o Observatório Swift?

O Observatório Neil Gehrels Swift foi desenvolvido para investigar as chamadas explosões de raios gama, consideradas alguns dos fenômenos mais energéticos do universo.

Essas explosões liberam grandes quantidades de energia e podem ser observadas por instrumentos científicos especializados.

O Swift foi projetado para identificar esses eventos e estudá-los em diferentes comprimentos de onda, utilizando três telescópios.

Uma de suas principais características era a capacidade de detectar fenômenos astronômicos de curta duração e direcionar rapidamente seus instrumentos para observá-los. O satélite também enviava alertas a outros observatórios, permitindo que cientistas de diferentes instalações acompanhassem o mesmo evento.

Embora a missão principal tivesse duração inicialmente prevista de apenas dois anos, o Swift permaneceu em atividade científica por mais de duas décadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais