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Trump diz que aceita resultado das eleições, mas ameaça vetar projetos

Presidente admite que guerra contra o Irã pesou na derrota dos republicanos e elogia vitória democrata

Trump diz que vai trabalhar com democratas, mas ameaça vetar projetos “insanos” (Crédito: Joyce Boghosian/Casa Branca)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aceita o resultado das eleições de meio de mandato. Na votação, o Partido Democrata tomou dos Republicanos o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou Trump ao jornal The New York Times na terça-feira (3). “Vamos trabalhar com os democratas e, sabe, estamos ansiosos para trabalhar com eles. Provavelmente vamos chegar a um acordo.”

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O tom conciliador contrasta com as várias vezes em que o presidente pôs em dúvida a lisura das eleições. Isso alimentava o receio de que ele não reconhecesse uma derrota e contestasse a votação, como aconteceu depois da eleição presidencial de 2020.

Ainda na noite de terça, em entrevista por telefone à Fox News, Trump admitiu que a guerra contra o Irã contribuiu para o revés republicano. “Acho que parte disso foi o Irã, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que eu fiz com o Irã”, afirmou.

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Na mesma conversa, o presidente elogio os adversários. “Acho que os democratas fizeram um bom trabalho. Acho mesmo. Acho que fizeram um bom trabalho. Eles lutaram muito”, declarou.

Ele se mostrou disposto a cooperar com a oposição em alguns temas, como imigração. Ainda assim, ameaçou vetar propostas que considere “insanas”. Além disso, publicou nas redes sociais a imagem de um boné vermelho com a palavra “VETO” bordada em letras brancas.

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Boné vermelho com a palavra “VETO” bordada em letras brancas na parte da frente, sobre fundo branco.

Boné com a palavra “VETO” publicado por Trump nas redes sociais (Crédito: Reprodução/Truth Social)

Também na terça à noite, quando a derrota republicana já era clara, Trump minimizou o resultado nas redes sociais: “Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido POR MAIORIA ESMAGADORA!”

Durante a campanha, o presidente participou de dezenas de comícios e pediu aos apoiadores que votassem como se o nome dele estivesse na disputa.

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A vitória democrata alcançou até estados tradicionalmente republicanos, como Kansas, Texas e Carolina do Sul. O resultado foi impulsionado pela insatisfação dos eleitores com o custo de vida, a guerra contra o Irã e a condução do governo.

A partir de janeiro de 2027, quando os novos congressistas tomarem posse, Trump vai governar com a oposição no comando das duas Casas. Os democratas poderão abrir investigações sobre o governo, a família do presidente e seus aliados, além de barrar indicações que dependem do aval do Senado.

*Com informações da Reuters e da AFP

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