2026 pode ser o segundo ano mais quente da história de acordo com uma previsão divulgada nesta sexta-feira (6) pelo observatório europeu Copernicus, após outubro registrar as maiores temperaturas já medidas para esse mês. Segundo o órgão, o fenômeno natural El Niño e o aquecimento causado pelas atividades humanas contribuem para esse cenário.
“2026 será muito provavelmente o segundo ano mais quente já registrado, e há 20% de chance de que iguale ou supere 2024, atualmente o ano mais quente já registrado”, afirma o Copernicus em seu boletim mensal. “Já é quase certo que o ano de 2026 ultrapassará o limite de 1,5°C em relação aos níveis médios pré-industriais, o que o tornará o segundo ano civil a superar o teto, depois de 2024”, acrescenta observatório em seu comunicado.
Entre janeiro e outubro, a temperatura média global ficou 0,64°C acima da média registrada entre 1991 e 2020. Com isso, os dez primeiros meses de 2026 foram os segundos mais quentes da série histórica, apenas 0,07°C abaixo do mesmo período de 2024. Para o ano completo, o Copernicus estima que o aquecimento fique entre 1,56°C e 1,61°C em relação aos níveis pré-industriais.
O cenário não significa, no entanto, que o objetivo central do Acordo de Paris de 2015, que estabelece a ambição de limitar até 2100 o aquecimento global a 1,5 ºC, tenha sido definitivamente descumprido.
Para que o teto seja oficialmente considerado ultrapassado, é necessário que o excedente dure muito mais tempo.
De qualquer forma, os cientistas concordam que superar o limite, ao menos de forma temporária, parece inevitável e poderá virar realidade até 2030.
O Copernicus indicou, por outro lado, que outubro de 2026 foi o mês de outubro mais quente já registrado no planeta, com uma temperatura média do ar 1,75°C acima da média do período pré-industrial.
“É o terceiro mês consecutivo que supera o limite de 1,5°C”, destaca o observatório europeu.
As temperaturas na superfície dos oceanos e mares também atingiram níveis recorde para um mês de outubro.
Excluindo as regiões polares, a temperatura média da superfície dos mares atingiu 20,95°C, um recorde para outubro.
No Pacífico tropical, cujo aquecimento está na origem do fenômeno natural El Niño, a anomalia de temperatura na superfície do mar atingiu “um máximo histórico de 3,21°C, acima dos picos registrados nos episódios anteriores de El Niño, de intensidade muito forte”, acrescenta o Copernicus.
(Com informações da AFP)
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