Chegou a 50 o número de mortos no ataque russo que atingiu um ponto de distribuição de ajuda humanitária no sul da Ucrânia na segunda-feira (2), informaram os serviços de emergência nesta sexta-feira (6). As equipes de resgate continuam procurando corpos sob os escombros.
De acordo com o governo ucraniano, o Exército russo lançou bombas guiadas contra um prédio que fica em uma localidade a 15 quilômetros da linha de frente, enquanto os moradores recebiam alimentos. O armamento utilizado tem alto poder de destruição.
“O balanço de vítimas do ataque aéreo russo contra a localidade de Komychuvakha, na região de Zaporizhzhia, em 2 de novembro, subiu para 50“, afirmou o Serviço de Situações de Emergência. “Apesar das difíceis condições e da ameaça constante de novos ataques russos, as operações de busca e resgate continuam”.
O balanço anterior mencionava 40 mortos.
+Sobrevivente é achado 3 dias após ataque russo que matou 43 na Ucrânia
A missão de observação da ONU na Ucrânia acusou na terça-feira (3) o Exército russo de “saber que estava acontecendo uma operação de distribuição humanitária” ou “não ter tomado as medidas mais elementares para assegurar-se” sobre o local antes de atacar o edifício.
As autoridades russas não fizeram qualquer comentário sobre o ataque, mas blogueiros militares afirmaram que o edifício atingido abrigava um ponto de deslocamento temporário de operadores de drones ucranianos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, denunciou que o “ataque horrível” ocorreu justamente quando deveriam ser retomadas as negociações com Moscou para tentar acabar com a guerra.
+Bombardeio russo contra escola mata 31 pessoas em vilarejo na Ucrânia
As negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão programadas para a próxima semana em Abu Dhabi.
Em preparação para o encontro, representantes da Otan, dos Estados Unidos, da Ucrânia e aliados europeus se reuniram em Bruxelas para “avançar rumo a um fim justo e sustentável da guerra“, disse uma porta-voz da aliança militar.
Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, afirmou que a UE insiste no desejo de que “um acordo de paz seja concluído em breve“, mas recorda que “ainda há muito trabalho a fazer”.
Entre na conversa da comunidade